Oferta de Ouro por País em 2026: Guia Completo de Produção

by VT Markets
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Aug 13, 2026

A verdade surpreendente sobre a oferta global de ouro em 2026: que países controlam o metal mais precioso do mundo?

Principais conclusões

  • A oferta global de ouro atingiu um recorde de 5.002 toneladas em 2025, com a produção mineira num máximo histórico de 3.672 toneladas
  • A China mantém-se como o maior produtor mundial, com 380 toneladas por ano, seguida da Rússia (330 t) e da Austrália (284 t).
  • Os bancos centrais compraram 863 toneladas de ouro em 2025, mantendo compras elevadas pelo quarto ano consecutivo
  • O preço do ouro disparou para máximos históricos acima de 5.000 dólares por onça no início de 2026, mais 72% face ao ano anterior
  • A oferta de ouro reciclado atingiu 1.404 toneladas em 2025, com uma reação fraca apesar dos preços recorde
  • A África lidera a produção mundial por região com 1.010 toneladas, impulsionada por Gana, Mali e África do Sul
  • A procura de investimento acelerou, com os ETF de ouro a registarem o segundo melhor ano de sempre, com 801 toneladas

Como está a oferta global de ouro em 2026

A oferta global de ouro é determinante nos mercados de matérias-primas (bens básicos negociados, como metais e energia). Em 2026, perceber a oferta por país é essencial para investidores e decisores. Segundo o World Gold Council, a oferta total atingiu um recorde de 5.002 toneladas em 2025, o valor mais alto da série anual desde 1970.

A composição da oferta é clara: a produção mineira somou cerca de 3.672 toneladas (73% do total) e o ouro reciclado 1.404 toneladas (27%). Este equilíbrio mostra que a extração tem limites e que o ouro reciclado ganha importância quando os preços sobem.

Para traders e investidores em plataformas como a VT Markets, esta dinâmica cria oportunidades e riscos. A produção mineira subiu apenas 1% em termos homólogos (face ao mesmo período do ano anterior), enquanto a procura aumentou, empurrando o preço à vista (spot, para entrega imediata) para acima de 5.000 dólares por onça troy (unidade usada no ouro; cerca de 31,1 gramas) em fevereiro de 2026.

Países produtores: os principais em 2024-2025

China: o maior produtor mundial

A China mantém-se como o maior produtor de ouro, com cerca de 380 toneladas em 2024. Isto representa aproximadamente 10% da produção mineira mundial. O país enfrenta limitações, como regras ambientais mais exigentes e esgotamento de algumas minas, o que tem travado o crescimento.

O foco do Governo na sustentabilidade levou a maior controlo da atividade mineira, sobretudo em províncias como Shandong e Henan. Apesar de produzir muito, a China também consome grande parte do ouro internamente, pelo que pouco chega ao mercado internacional.

Rússia: acumulação estratégica de ouro

A Rússia foi o segundo maior produtor, com cerca de 330 toneladas em 2024. O país aumentou a produção na última década, com bancos centrais a comprarem parte relevante da produção interna para reforçar reservas, como proteção contra sanções e oscilações cambiais (variações no valor das moedas).

A mineração russa concentra-se na Sibéria e no Extremo Oriente. O ouro é usado como instrumento de soberania económica e de desdolarização (redução da dependência do dólar nas reservas e no comércio).

Austrália: o principal produtor ocidental

A Austrália ocupa o terceiro lugar, com 284 toneladas em 2024. A produção está muito concentrada na Austrália Ocidental, embora existam operações noutras zonas. O país beneficia de estabilidade política, tecnologia mineira e estudos geológicos que ajudam a identificar novas reservas (quantidades economicamente exploráveis).

O setor enfrenta custos laborais mais altos e maior escrutínio ambiental, mas a inovação e a qualidade da regulação mantêm a Austrália atrativa para investimento.

Produção por região: liderança de África

África passou a ser a principal região produtora, ultrapassando a Ásia em volume total.

RegiãoProdução 2024 (toneladas)% da oferta globalPaíses líderes
África1.01027,5%Gana (141 t), Mali (100 t), África do Sul (99 t)
Ásia66518,1%China (380 t), Indonésia (140 t)
Região da CEI58415,9%Rússia (330 t), Uzbequistão (129 t)
Oceânia3469,4%Austrália (284 t)
América do Norte~360~9,8%Estados Unidos, Canadá, México
América do Sul~450~12,2%Peru, Brasil, Chile

A liderança africana resulta, em parte, do avanço do Gana, que supera a África do Sul, historicamente dominante. As 141 toneladas do Gana em 2024 sublinham o peso crescente do continente.

O papel do ouro reciclado na oferta global

O ouro reciclado tornou-se uma componente central da oferta, com 1.404 toneladas em 2025. Ainda assim, subiu apenas 3% face ao ano anterior, apesar de o preço ter aumentado 67% em dólares no mesmo período.

Esta evolução explica-se por diferenças entre mercados. Economias desenvolvidas, como Estados Unidos, Europa e Japão, registaram mais oferta de sucata (ouro vendido para derreter e reaproveitar). Já mercados emergentes, como Índia, Médio Oriente e Sudeste Asiático, recuaram. Entre os grandes emergentes, só a China aumentou a reciclagem.

As razões para o crescimento limitado do ouro reciclado são:

  • Expectativa de novas subidas: muitos preferem esperar por preços mais altos
  • Estabilidade económica: menos necessidade imediata de liquidez (dinheiro disponível)
  • Fatores culturais: em países como a Índia, as joias têm valor social, não apenas financeiro
  • Uso como garantia: o ouro é dado como colateral (garantia) em empréstimos, em vez de ser vendido

Como o ouro reciclado chega ao mercado

O ouro reciclado vem sobretudo de joias, quando os consumidores vendem peças com a subida do preço ou para obter dinheiro. A área tecnológica também contribui através do tratamento de lixo eletrónico, recuperando metais preciosos de placas, conectores e outros componentes.

A reciclagem funciona como estabilizador: quando o preço sobe muito, tende a haver mais vendas e mais oferta, o que pode travar novas subidas em períodos de procura elevada.

Produção mineira: o que condiciona a oferta em 2026

Limites geológicos e crescimento reduzido

O principal limite é geológico. Segundo o United States Geological Survey, existem reservas identificadas, mas os depósitos mais ricos e fáceis de explorar estão, em grande parte, esgotados. As empresas procuram agora minério com menor teor (menos ouro por tonelada de rocha) e a maior profundidade, o que exige mais investimento e tecnologia para ser rentável.

Mesmo com o ouro acima de 5.000 dólares por onça no início de 2026, a produção mineira cresceu só 1% em 2025. A razão é o ciclo longo da mineração: normalmente são necessários 10 a 15 anos desde a descoberta até à produção.

Impacto da tecnologia na capacidade de produção

A tecnologia melhorou a exploração e a extração. Técnicas como imagens de satélite e estudos geofísicos (medições do subsolo) ajudam a localizar zonas promissoras. A inteligência artificial e a aprendizagem automática (software que aprende com dados para melhorar previsões) aumentam a eficiência. Na extração, métodos como lixiviação em pilhas (usar soluções químicas para separar o ouro do minério amontoado) e processamento com carbono (técnicas que capturam o ouro numa solução) permitem recuperar ouro de minério com menor teor.

A automatização e melhorias no tratamento do minério aumentam eficiência e segurança e ajudam a compensar a queda do teor do minério.

Bancos centrais e gestão do mercado: compras em máximos

Os bancos centrais têm um papel decisivo: detêm reservas e, por vezes, compram ou vendem. Em 2025, compraram 863 toneladas, o quarto ano seguido acima de 800 toneladas. Esta procura mudou o padrão histórico e mostra que a gestão de reservas está a evoluir.

Porque estão os bancos centrais a comprar ouro

As compras desde 2022 refletem decisões estratégicas:

Desdolarização: a parte do dólar nas reservas globais caiu de mais de 70% em 2000 para cerca de 58% em 2025, segundo o FMI. A parte do ouro subiu de cerca de 8% para perto de 15%.

Seguro geopolítico: o congelamento de reservas da Rússia em 2022 mostrou que ativos em moeda podem ser bloqueados, acelerando a diversificação, sobretudo em países emergentes.

Proteção contra inflação: com preocupações persistentes com a inflação e incerteza orçamental nas grandes economias, o ouro protege contra a perda de valor da moeda.

Sem risco de contraparte: ao contrário de obrigações (dívida) ou reservas em moeda, o ouro não pode ser criado por decisão política e não depende do cumprimento de um emissor.

Principais compradores em 2025

A Polónia liderou as compras oficiais em 2025, com mais 102 toneladas, elevando as reservas para 550 toneladas. O Banco Nacional da Polónia quer comprar até mais 150 toneladas, para chegar às 700.

A China continuou a acumular, reportando oficialmente mais 27 toneladas em 2025, com reservas em 2.306 toneladas. Algumas estimativas apontam para um valor bem superior, possivelmente acima de 5.000 toneladas, com compras não divulgadas.

Outros compradores ativos:

  • Turquia: +27 toneladas em 2025
  • República Checa: +20 toneladas (34 meses seguidos a comprar)
  • Índia: compras estratégicas contínuas
  • Cazaquistão: +8 toneladas só em agosto de 2025

Para quem negoceia através da VT Markets, o comportamento dos bancos centrais ajuda a avaliar tendências de longo prazo e o equilíbrio entre oferta e procura.

Procura de ouro: o outro lado da equação

A procura total superou 5.000 toneladas pela primeira vez em 2025, impulsionada pelo investimento e pelas compras dos bancos centrais. Com preços recorde (53 máximos históricos no ano), o valor total da procura atingiu 555 mil milhões de dólares, mais 45% em termos homólogos.

Procura de investimento: a força dominante

A procura de investimento liderou o crescimento em 2025. Os ETF de ouro (fundos cotados em bolsa que replicam o preço do ouro) tiveram entradas de 801 toneladas, o segundo melhor resultado de sempre. A compra de barras e moedas também acelerou, para um máximo de 12 anos. O ouro foi procurado como ativo-refúgio (proteção em crise) e para diversificação (reduzir risco com vários ativos).

Os ETF na América do Norte destacaram-se: fundos cotados nos EUA captaram 50 mil milhões de dólares e 437 toneladas, mais de metade do total global. As posições nos EUA subiram para um recorde de 2.019 toneladas (280 mil milhões de dólares em ativos sob gestão, ou seja, capital gerido pelo fundo).

Joalharia: sensível ao preço

A joalharia, tradicionalmente a principal fonte de procura, caiu em volume em 2025, o que é normal com preços recorde. Em alguns mercados, o investimento a retalho ultrapassou a joalharia.

Em valor, a procura manteve-se mais estável: comprou-se menos em peso, mas o gasto total não caiu tanto. Isto mostra que o ouro mantém apelo cultural e estético mesmo com preços altos.

Procura do setor tecnológico

A procura do setor tecnológico manteve-se estável em 323 toneladas em 2025, apoiada por aplicações ligadas à inteligência artificial. A elevada condutividade (capacidade de conduzir eletricidade) e a resistência à corrosão tornam o ouro essencial em eletrónica, semicondutores (componentes base dos chips) e equipamento especializado.

Preço do ouro em 2026: máximos e dinâmica de mercado

O ouro atingiu níveis excecionais no início de 2026, acima de 5.000 dólares por onça troy a 9 de fevereiro de 2026. O intervalo foi de cerca de 5.015 a 5.037 dólares por onça, mais 72% face a cerca de 2.900 dólares um ano antes.

A subida resulta de vários fatores:

Crescimento limitado da oferta: a produção mineira subiu apenas 1%, mostrando limites Compras persistentes dos bancos centrais: o setor oficial continua a absorver oferta Salto do investimento: a incerteza económica leva investidores a procurar proteção Fatores cambiais: dólar mais fraco e queda das taxas de juro reais (taxas descontando a inflação) apoiam o ouro Tensões geopolíticas: conflitos e disputas comerciais reforçam o papel de ativo-refúgio

Volatilidade e negociação

Apesar da tendência de longo prazo, o ouro é volátil: pode variar centenas de dólares em poucos dias com decisões de bancos centrais, eventos geopolíticos ou mudanças nas expectativas de política monetária (decisões de bancos centrais sobre taxas e liquidez).

A volatilidade exige gestão de risco, como ordens stop-loss (ordens automáticas para limitar perdas) e dimensionamento de posição (definir o tamanho do investimento para controlar o risco).

Porque a oferta de ouro continua limitada

Investimento inicial muito elevado

A abertura de uma mina de ouro exige centenas de milhões, por vezes milhares de milhões, em investimento. Entre prospeção, construção e início de operações, podem passar 10 a 15 anos até sair a primeira onça. Isto limita a rapidez de resposta da oferta aos preços.

Mesmo com o ouro acima de 5.000 dólares por onça, novas toneladas não aparecem depressa. Projetos iniciados agora só devem produzir na década de 2030.

Queda do teor do minério

Um desafio central é a descida do teor do minério. Em média, o minério tem menos ouro por tonelada do que há décadas. Isso obriga a tratar muito mais rocha para obter a mesma quantidade, aumentando custos, consumo de energia e impacto ambiental.

A tecnologia ajuda, mas não elimina o facto de que os melhores depósitos já foram explorados.

Regras ambientais e licenças

A mineração moderna enfrenta regras ambientais exigentes. As licenças podem demorar anos e as operações têm de cumprir normas para qualidade da água, gestão de rejeitados (resíduos de mineração) e recuperação do terreno. Em locais como a Colúmbia Britânica, é comum haver consultas a comunidades indígenas e avaliações ambientais antes de avançar.

Estas regras protegem o ambiente, mas aumentam custos e prazos, limitando a oferta.

Destaque regional: produção no Canadá e na Colúmbia Britânica

O Canadá está entre os maiores produtores, com operações relevantes em Ontário, Quebec e Colúmbia Britânica. Beneficia de estabilidade política, regras claras, tecnologia e mão de obra qualificada, o que atrai investimento.

A Colúmbia Britânica ganhou peso, com diversidade geológica e vários tipos de depósitos. As minas incluem grandes explorações a céu aberto (open-pit, escavação por degraus na superfície) e exploração subterrânea.

Os produtores canadianos enfrentam custos laborais mais altos e clima rigoroso, que afeta operações sazonais. Ainda assim, a qualidade das instituições e a experiência no setor compensam parte destes fatores.

Como choques económicos mexem com a oferta e a procura

Choques económicos geram efeitos em cadeia no mercado do ouro. Em crises financeiras, tensões geopolíticas ou mudanças inesperadas de políticas, surgem respostas típicas:

Efeitos de curto prazo:

  • Mais ouro reciclado, com venda de joias para obter dinheiro.
  • A produção mineira quase não muda (não ajusta depressa)
  • A procura de investimento tende a disparar, absorvendo oferta e subindo preços

Efeitos de médio prazo:

  • Preços mais altos incentivam prospeção e desenvolvimento
  • Minas com baixa margem tornam-se viáveis, aumentando capacidade
  • Bancos centrais podem acelerar ou travar compras consoante o contexto macroeconómico

Efeitos de longo prazo:

  • Novas minas entram em produção, aumentando a oferta ao longo de anos
  • Avanços tecnológicos permitem tratar minério com menor teor
  • O mercado ajusta-se a um novo equilíbrio, com base em novas condições

Em 2025, apesar de o preço ter subido 44%, a oferta aumentou só 1% e a procura ultrapassou 5.000 toneladas, mantendo pressão sobre os preços.

Implicações para investimento

Perceber a oferta por país e os limites da produção ajuda a tomar decisões em plataformas como a VT Markets. Pontos-chave:

Oferta limitada apoia preços no longo prazo: produção a crescer pouco e reservas mais difíceis de explorar sustentam o preço quando a procura é forte.

Riscos por país: concentração em poucos países aumenta o risco de oferta. Instabilidade política, nacionalizações (Estado assumir ativos privados) ou mudanças regulatórias podem mexer com produção e preços.

Reciclagem reage ao preço: a oferta reciclada tende a aumentar quando o preço sobe. Em 2025, a reação foi fraca, sugerindo mudanças estruturais.

Compras oficiais são determinantes: compras e vendas dos bancos centrais têm impacto pela escala. As 863 toneladas compradas em 2025 sustentaram o mercado.

Oferta de ouro e diversificação de carteira

Muitos investidores usam o ouro como proteção contra inflação, perda de valor da moeda e choques económicos. As características da oferta reforçam esse papel:

  • Oferta limitada: ao contrário de moedas fiduciárias (dinheiro emitido por um Estado), o ouro não pode ser criado livremente
  • Produção distribuída: nenhum país domina totalmente, reduzindo risco de dependência
  • Escassez física: é um ativo real, independente de governos
  • Histórico de preservação de valor: mantém estatuto de reserva de valor há séculos

Estas características explicam a atratividade do ouro na diversificação e preservação de património em períodos de incerteza.

O futuro da oferta de ouro: tendências para 2026 e seguintes

“Pico do ouro” e limites de produção

Alguns analistas defendem que a produção global pode já ter atingido o pico (máximo) ou estar perto disso, devido ao esgotamento de grandes depósitos e a menos descobertas relevantes. O crescimento de apenas 1% em 2025, apesar de preços médios acima de 3.400 dólares por onça, reforça esta tese.

Se a teoria se confirmar, uma oferta a crescer pouco, com procura forte de bancos centrais e investidores, pode manter preços estruturalmente mais elevados.

Potencial de inovação tecnológica

Em sentido contrário, a tecnologia pode tornar viáveis recursos antes pouco rentáveis. Melhorias em extração, tratamento e exploração podem permitir produzir em maiores profundidades, com teor mais baixo ou em locais remotos. A inteligência artificial é usada para otimizar operações e melhorar a identificação de alvos.

Plataformas de deteção por satélite e mapas 3D de prospeção (modelos tridimensionais para avaliar potencial mineral) podem reduzir custos e tempo e baixar impacto ambiental.

Reciclagem e economia circular

À medida que cresce o stock de ouro acima do solo (ouro já extraído e em circulação), estimado em mais de 210.000 toneladas, a reciclagem ganha peso. Melhor recolha e processamento, com preços elevados, podem aumentar a quota do reciclado.

Perguntas frequentes

Que país produz mais ouro em 2024-2025?

A China é o maior produtor, com cerca de 380 toneladas em 2024, cerca de 10% da produção mineira mundial. A Rússia surge em segundo (330 toneladas) e a Austrália em terceiro (284 toneladas). Em conjunto, representam cerca de 27% da produção mundial. A produção chinesa tem estado estável por regras ambientais mais exigentes e esgotamento de algumas minas. Além disso, grande parte do ouro é consumida internamente, pelo que pouco entra nos mercados internacionais.

Quanto ouro é reciclado por ano no mundo?

Em 2025, o ouro reciclado totalizou 1.404 toneladas, cerca de 27% da oferta global. Subiu apenas 3% face ao ano anterior, apesar do aumento de 67% do preço em dólares. O reciclado vem sobretudo de joias vendidas para obter dinheiro ou aproveitar preços elevados. O setor tecnológico também recupera ouro do lixo eletrónico. Em regra, a reciclagem aumenta quando o preço sobe, mas em 2025 a expectativa de novas subidas e condições económicas mais estáveis travaram vendas.

Porque é que a oferta de ouro é mais limitada do que a de outras matérias-primas?

A oferta de ouro é travada por limites geológicos e económicos. O ouro é raro na crosta terrestre e os depósitos rentáveis são ainda mais raros. Os melhores depósitos já foram encontrados e explorados, o que obriga a procurar recursos mais profundos, com menor teor ou mais remotos. Além disso, uma nova mina demora, em geral, 10 a 15 anos desde a descoberta até à produção. Por isso, a oferta não reage depressa aos preços: mesmo com o ouro acima de 5.000 dólares por onça no início de 2026, a produção mineira subiu apenas 1% em 2025.

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