Guia completo dos melhores pares de moedas para negociar em 2025: como aumentar os seus ganhos no forex
Pontos-chave:
- Em 2025, o mercado cambial (forex) negoceia mais de 7,5 biliões de dólares por dia, e os principais pares de moedas representam cerca de 75% do volume total
- O EUR/USD continua a ser o par mais líquido (ou seja, com mais compradores e vendedores), representando perto de 23% das transacções diárias
- Os pares principais têm os spreads mais baixos (diferença entre preço de compra e de venda) e mais liquidez, sendo adequados para iniciantes e para negociação muito frequente
- Pares secundários e exóticos têm mais volatilidade (oscilações de preço) e podem oferecer mais retorno, mas com risco superior
- Perceber a relação entre moeda base (a primeira) e moeda de cotação (a segunda) é essencial para negociar forex
- Indicadores económicos, decisões dos bancos centrais e taxas de juro influenciam fortemente os movimentos dos pares
Como funcionam os pares de moedas: a base do forex
No mercado cambial, negoceia-se sempre em pares: compra-se uma moeda e vende-se outra ao mesmo tempo. Cada par tem duas partes: a moeda base (a primeira) e a moeda de cotação (a segunda). Se o EUR/USD está a 1,0850, significa que 1 euro vale 1,0850 dólares.
Os pares mostram a taxa de câmbio entre duas moedas. O preço bid é o valor a que o mercado está disposto a comprar, e o preço ask é o valor a que o mercado está disposto a vender. A diferença entre os dois chama-se spread e representa o custo da transacção para o investidor.

As três categorias de pares no forex
Pares principais: os líderes do mercado
Os pares principais incluem sempre o dólar norte-americano (USD) combinado com outra moeda importante de economias desenvolvidas. Dominam o forex por terem muita liquidez, spreads reduzidos e volume estável. Segundo o Banco de Pagamentos Internacionais, em 2025 representam cerca de 75% do volume do mercado.
Os sete pares principais são:
- EUR/USD (Euro/Dólar)
- USD/JPY (Dólar/Iene)
- GBP/USD (Libra esterlina/Dólar)
- USD/CHF (Dólar/Franco suíço)
- USD/CAD (Dólar/Dólar canadiano)
- AUD/USD (Dólar australiano/Dólar)
- NZD/USD (Dólar neozelandês/Dólar)
Pares secundários (cruzados): alternativas
Os pares secundários, também chamados cruzados (ou crosses), não incluem o dólar. São combinações entre moedas principais, como EUR/GBP ou EUR/JPY. Têm, em regra, spreads um pouco mais altos do que os pares principais, mas podem oferecer oportunidades ligadas a factores económicos regionais.
Pares exóticos: mais risco, mais oscilação
Os pares exóticos juntam uma moeda principal a uma moeda de mercados emergentes ou economias menores. Exemplos: USD/TRY (lira turca) ou EUR/ZAR (rand sul-africano). Podem oscilar muito (maior volatilidade), mas costumam ter spreads muito mais largos e menor liquidez, o que aumenta o risco.
Top 10 dos pares de moedas mais negociados em 2025
1. EUR/USD: o par mais negociado
O par EUR/USD continua a ser o mais transaccionado a nível global, com cerca de 22,7% do total diário em 2025. Representa duas das maiores economias e tem elevada liquidez, com spreads que podem descer para 0,1 pip (a unidade mínima de variação de preço, normalmente a quarta casa decimal) nas horas de maior actividade.
Características:
- Volume diário: 1,7 biliões de dólares
- Spread típico: 0,1–0,3 pips
- Volatilidade: moderada (média diária de 70–90 pips)
- Melhor horário: 8:00–11:00 EST (sobreposição Londres–Nova Iorque)
O EUR/USD reage muito às decisões do Banco Central Europeu e da Reserva Federal dos EUA. Por isso, os dados económicos de ambas as regiões são determinantes.
2. USD/JPY: dólar/iene
O USD/JPY representa cerca de 13,5% do volume diário, sendo o segundo par mais negociado. O iene é visto como moeda de refúgio (tende a ser procurado em períodos difíceis), o que faz com que este par tenha movimentos fortes quando há incerteza nos mercados.
Características:
- Volume diário: 1,0 biliões de dólares
- Spread típico: 0,1–0,4 pips
- Volatilidade: moderada a elevada (média diária de 75–110 pips)
- Melhor horário: 19:00–2:00 EST (maior actividade na sessão asiática)
3. GBP/USD: “Cable”
O GBP/USD, conhecido por “Cable”, representa cerca de 9,5% do volume. A libra tende a oscilar mais do que outras moedas principais, criando oportunidades, mas também mais risco.
Características:
- Volume diário: 710 mil milhões de dólares
- Spread típico: 0,2–0,5 pips
- Volatilidade: elevada (média diária de 95–130 pips)
- Melhor horário: 3:00–11:00 EST
4. USD/CHF: franco suíço como refúgio
O franco suíço é, historicamente, uma moeda de refúgio. Por isso, o USD/CHF costuma ganhar relevância em períodos de incerteza. Representa cerca de 4,8% das transacções diárias.
Características:
- Volume diário: 360 mil milhões de dólares
- Spread típico: 0,3–0,8 pips
- Volatilidade: baixa a moderada (média diária de 60–80 pips)
- Melhor horário: 3:00–11:00 EST
5. USD/CAD: sensível ao petróleo
O USD/CAD representa cerca de 5,3% do volume diário e está muito ligado ao preço do petróleo, já que o Canadá é um grande exportador. Quando as matérias-primas sobem ou descem, o dólar canadiano tende a reagir.
Características:
- Volume diário: 395 mil milhões de dólares
- Spread típico: 0,3–0,9 pips
- Volatilidade: moderada (média diária de 70–95 pips)
- Melhor horário: 8:00–17:00 EST
6. AUD/USD: moeda ligada a matérias-primas
O AUD/USD representa cerca de 5,1% da actividade. O dólar australiano é visto como “moeda de matérias-primas”, porque tende a acompanhar preços de commodities e o crescimento asiático.
Características:
- Volume diário: 380 mil milhões de dólares
- Spread típico: 0,2–0,6 pips
- Volatilidade: moderada a elevada (média diária de 75–105 pips)
- Melhor horário: 19:00–2:00 EST
7. EUR/GBP: cruzado europeu
Este par representa cerca de 2,1% do volume diário e é influenciado por diferenças no desempenho económico e nas políticas do Banco de Inglaterra e do BCE.
Características:
- Volume diário: 157 mil milhões de dólares
- Spread típico: 0,4–1,0 pips
- Volatilidade: moderada (média diária de 55–75 pips)
8. EUR/JPY: indicador de apetite ao risco
O EUR/JPY representa cerca de 1,8% do volume e funciona muitas vezes como termómetro do apetite ao risco: combina uma moeda mais “cíclica” com uma moeda de refúgio.
Características:
- Volume diário: 135 mil milhões de dólares
- Spread típico: 0,3–0,9 pips
- Volatilidade: elevada (média diária de 85–125 pips)
9. GBP/JPY: o mais volátil
Conhecido por oscilações fortes, o GBP/JPY representa cerca de 1,4% do volume e pode variar mais de 150 pips num dia.
Características:
- Volume diário: 105 mil milhões de dólares
- Spread típico: 0,5–1,5 pips
- Volatilidade: muito elevada (média diária de 120–180 pips)
10. NZD/USD: “Kiwi”
O dólar neozelandês representa cerca de 1,7% do volume diário e, tal como o AUD, reage aos preços de matérias-primas e ao desempenho económico da Ásia.
Características:
- Volume diário: 127 mil milhões de dólares
- Spread típico: 0,4–1,2 pips
- Volatilidade: moderada a elevada (média diária de 70–100 pips)
Análise comparativa: pares mais negociados
| Par | Volume diário (USD) | Peso no mercado | Amplitude média diária | Spread típico | Liquidez |
|---|---|---|---|---|---|
| EUR/USD | $1.7T | 22.7% | 70-90 pips | 0.1-0.3 pips | Excelente |
| USD/JPY | $1.0T | 13.5% | 75-110 pips | 0.1-0.4 pips | Excelente |
| GBP/USD | $710B | 9.5% | 95-130 pips | 0.2-0.5 pips | Muito boa |
| USD/CHF | $360B | 4.8% | 60-80 pips | 0.3-0.8 pips | Boa |
| USD/CAD | $395B | 5.3% | 70-95 pips | 0.3-0.9 pips | Muito boa |
| AUD/USD | $380B | 5.1% | 75-105 pips | 0.2-0.6 pips | Muito boa |
| EUR/GBP | $157B | 2.1% | 55-75 pips | 0.4-1.0 pips | Boa |
| EUR/JPY | $135B | 1.8% | 85-125 pips | 0.3-0.9 pips | Boa |
| GBP/JPY | $105B | 1.4% | 120-180 pips | 0.5-1.5 pips | Moderada |
| NZD/USD | $127B | 1.7% | 70-100 pips | 0.4-1.2 pips | Boa |
Como escolher os melhores pares para negociar
Ajuste ao seu estilo de negociação
Cada par encaixa melhor em certas estratégias. Quem faz day trading (abre e fecha no mesmo dia) prefere pares principais, pela liquidez e custos menores. Quem faz swing trading (mantém posições por dias/semanas) pode procurar pares com mais oscilação.
Para scalping e day trading:
- Foque-se em EUR/USD, USD/JPY e GBP/USD
- Dê prioridade a spreads baixos e elevada liquidez
- Negocie nas horas de maior actividade
Para swing trading:
- Combine pares principais com alguns cruzados
- Procure tendências mais claras (movimentos prolongados numa direcção)
- Aceite spreads um pouco mais altos se a tendência compensar
Para negociação de posição (longo prazo):
- Qualquer categoria pode servir
- Foque-se em análise fundamental (economia e políticas)
- Considere diferenças de taxas de juro para estratégias de carry trade (tentar ganhar com a diferença de juros entre duas moedas)
Avalie as condições de mercado
O ambiente do mercado muda as melhores oportunidades:
Em períodos de alta volatilidade:
- Pares principais tendem a ser mais previsíveis
- Evite exóticos se não tiver experiência
- Moedas de refúgio (JPY, CHF) costumam valorizar
Em períodos de baixa volatilidade:
- Cruzados podem oferecer melhores movimentos
- Exóticos podem trazer a oscilação que falta, com mais risco
- Estratégias de negociação em intervalo (comprar perto do suporte e vender perto da resistência) funcionam melhor em pares líquidos
Perceba os factores económicos
Cada par reflecte duas economias. O que acompanhar:
- Taxas de juro: decisões de política monetária dos bancos centrais mexem directamente com o câmbio
- Crescimento económico: PIB, emprego, indicadores da indústria (PMI, por exemplo)
- Estabilidade política: eleições, mudanças de política, conflitos
- Matérias-primas: crítico para AUD, CAD e NZD
Estratégias para diferentes pares
Negociação com base em correlações
A correlação mostra se dois activos tendem a mexer-se na mesma direcção (positiva) ou em direcções opostas (negativa). Exemplos:
- EUR/USD e GBP/USD muitas vezes sobem e descem em conjunto (correlação positiva)
- USD/CHF e EUR/USD frequentemente fazem movimentos opostos (correlação negativa)
- AUD/USD e o ouro tendem a mexer-se na mesma direcção
Optimização por fuso horário
Em cada sessão, alguns pares têm mais liquidez:
Sessão asiática (19:00–4:00 EST):
- USD/JPY com maior actividade
- AUD/USD e NZD/USD com volume mais elevado
- Menor oscilação em pares europeus
Sessão europeia (3:00–12:00 EST):
- EUR/USD e GBP/USD lideram
- Maior actividade em quase todos os pares principais
- A sobreposição com a Ásia pode criar oportunidades
Sessão norte-americana (8:00–17:00 EST):
- USD/CAD com pico de actividade
- Maior volatilidade na sobreposição Londres–Nova Iorque
- Divulgação de dados económicos pode mexer muito com os preços
Análise de custos pelo spread
Os custos variam muito entre pares:
| Tipo de par | Intervalo típico de spread | Custo por lote padrão | Mais indicado para |
|---|---|---|---|
| Pares principais | 0,1–0,5 pips | $1–$5 | Scalping, day trading |
| Pares secundários | 0,4–2,0 pips | $4–$20 | Swing trading |
| Pares exóticos | 5,0–30,0 pips | $50–$300 | Negociação de posição |
Gestão de risco por tipo de par
Tamanho da posição
Uma boa gestão de risco exige ajustar o tamanho da posição à volatilidade:
Em pares principais (menos oscilação):
- Posições relativamente maiores face ao capital
- Risco típico: 1%–2% do capital por operação
- Stop-loss (ordem para limitar perdas) mais curto: 20–40 pips
Em pares exóticos (mais oscilação):
- Posições menores, devido a movimentos maiores e custos mais altos
- Risco mais conservador: 0,5%–1% por operação
- Stop-loss mais largo: 100–200 pips
Diversificação
Negociar vários pares pode reduzir a exposição, se forem bem escolhidos:
- Evite muitos pares que se movem no mesmo sentido (correlação positiva)
- Equilibre moedas “estáveis” com moedas ligadas a matérias-primas
- Combine pares menos voláteis com oportunidades mais voláteis
- Controle a exposição total a uma única moeda
Análise técnica nos pares mais populares
Cada par reage de forma diferente à análise técnica (leitura de gráficos e padrões de preço):
Seguir a tendência funciona melhor em:
- EUR/USD: costuma respeitar níveis de suporte (zona onde o preço tende a travar quedas) e resistência (zona onde tende a travar subidas)
- USD/JPY: tende a fazer tendências fortes em períodos de “risk-on/risk-off” (mais/menos apetite ao risco)
- GBP/USD: tendências fortes, mas com retracções (recuos temporários contra a tendência)
Negociação em intervalo é adequada para:
- USD/CHF: muitas vezes varia dentro de um intervalo
- EUR/GBP: comportamento frequente de “vai e vem”
- AUD/NZD: intervalo histórico apertado e tendência a voltar à média (mean reversion)
Estratégias de ruptura funcionam melhor com:
- GBP/JPY: movimentos grandes após períodos “parados”
- Pares exóticos em mudanças económicas relevantes
- Cruzados quando os bancos centrais seguem políticas muito diferentes
O papel dos bancos centrais no desempenho dos pares</h2>
Os bancos centrais têm grande influência no câmbio através das decisões de política monetária (medidas como subir ou descer juros e gerir liquidez). Em 2025, os temas principais incluem:
Reserva Federal (USD):
- A política de taxas de juro influencia todos os pares com USD
- Aperto ou alívio quantitativo (reduzir ou aumentar dinheiro no sistema, através de compra/venda de activos) afecta a liquidez global
- Orientação futura (forward guidance): comunicação do banco central sobre o que pode fazer a seguir, influenciando expectativas
Banco Central Europeu (EUR):
- Diferenças face à Fed podem criar tendências no EUR/USD
- Riscos de fragmentação (diferenças grandes nas taxas de juros e condições financeiras entre países da Zona Euro) podem pressionar o euro
- A meta de inflação influencia decisões de juros
Banco do Japão (JPY):
- O controlo da curva de rendimentos (medidas para manter as taxas de juro de longo prazo dentro de um nível) afecta o USD/JPY
- Risco de intervenção (quando o banco central compra/vende moeda para travar movimentos) pode aumentar a volatilidade
- Diferenças de política muito acomodatícia podem enfraquecer ou fortalecer o iene, conforme o contexto
Tendências emergentes no mercado cambial em 2025
Integração de moedas digitais
O mercado cambial sente cada vez mais o impacto das moedas digitais, embora os pares tradicionais continuem a dominar. O mercado adapta-se a:
- Moedas digitais de bancos centrais (CBDC): versões digitais de moedas oficiais, que podem afectar pagamentos e fluxos financeiros
- Ligação entre criptomoedas e clima “risk-on/risk-off”
- Execução mais rápida por tecnologia, aumentando liquidez em mercados emergentes
ESG e indicadores económicos
Factores ESG (ambientais, sociais e de governação) influenciam avaliações cambiais:
- A transição energética pode afectar moedas ligadas a matérias-primas
- Políticas climáticas podem mexer com moedas de emergentes
- Fluxos de financiamento sustentável criam novas oportunidades
Predomínio da negociação algorítmica
A negociação automatizada (por algoritmos) representa mais de 70% do volume nos pares principais:
- Mais eficiência em mercados líquidos
- Movimentos mais rápidos e, muitas vezes, melhor liquidez
- Necessidade de adaptar estratégias no retalho
Como escolher um corretor de forex para negociar pares
O corretor de forex influencia os seus custos e a qualidade de execução das ordens em qualquer par:
O que deve exigir:
- Regulação: licença e supervisão
- Spreads: compare custos nos pares que pretende negociar
- Plataformas de negociação: gráficos e ferramentas de execução
- Velocidade de execução: crucial em scalping e day trading
- Oferta de activos: acesso a pares principais, cruzados e exóticos
VT Markets indica spreads competitivos em pares principais e secundários, com execução de nível institucional e plataformas para iniciantes e traders experientes.
Erros comuns ao negociar pares
Negociar demasiado pares exóticos
Iniciantes procuram exóticos pela oscilação, sem medir o risco:
- Spreads mais largos aumentam muito os custos
- Menor liquidez pode causar derrapagem (slippage): executar a ordem a um preço pior do que o esperado
- Notícias inesperadas podem criar gaps (saltos no gráfico, sem preços intermédios)
- Instabilidade política pode gerar movimentos extremos
Ignorar correlações
Comprar/vender vários pares que se movem juntos aumenta o risco, em vez de o reduzir. Perceber correlações ajuda a evitar alavancagem excessiva.
Desvalorizar o calendário económico
Divulgações de dados mexem com o mercado. Exemplos a acompanhar:
- Non-Farm Payrolls: relatório de emprego dos EUA
- Índice de Preços no Consumidor (inflação)
- Decisões de taxas de juro dos bancos centrais
- PIB
- PMI industrial: inquérito à actividade na indústria
Como construir um plano de negociação
Negociar forex com consistência exige método:
1. Defina o seu “universo” de negociação
- Escolha 3 a 5 pares principais para dominar
- Inclua pelo menos 2 pares principais
- Acrescente 1 a 2 cruzados ou exóticos para diversificar
2. Regras de entrada e saída
- Critérios técnicos claros para cada par
- Motivos fundamentados para abrir a operação
- Objectivos de lucro e níveis de stop-loss definidos
3. Regras de risco
- Risco máximo por operação (1%–2% do capital)
- Limites de perda diária
- Fórmulas de tamanho de posição por tipo de par
- Limites de exposição por correlação
4. Acompanhe resultados
- Taxa de sucesso por par
- Ganho/perda média por par
- Melhores horários e sessões
- O que funciona e o que não funciona na estratégia
FAQ: negociação de pares de moedas
P1: Quais são os melhores pares para iniciantes?
Para iniciantes, EUR/USD, USD/JPY e GBP/USD são normalmente as melhores opções. Têm spreads baixos, muita liquidez e mais informação disponível. O EUR/USD tende a ser mais “regular”, com volatilidade moderada e reacção a dados muito acompanhados. O ideal é dominar um ou dois pares principais antes de avançar para cruzados ou exóticos.
P2: Em que diferem pares exóticos e pares principais?
Os exóticos juntam uma moeda principal a uma moeda de mercado emergente (por exemplo, USD/TRY ou EUR/MXN). Os pares principais juntam moedas de economias desenvolvidas e incluem o USD. Em regra, os exóticos têm spreads muito mais altos, menos liquidez (o que aumenta o risco de derrapagem), maior volatilidade e mais impacto de instabilidade política e económica. Podem dar ganhos maiores, mas exigem mais experiência e controlo de risco.
P3: O que influencia as taxas de câmbio?
As taxas de câmbio dependem de vários factores. As taxas de juro dos bancos centrais são o principal motor: juros mais altos tendem a atrair capital e a apoiar a moeda. Indicadores como PIB, emprego e inflação influenciam expectativas. O sentimento de mercado (mais ou menos apetite ao risco) direcciona fluxos entre moedas de refúgio (JPY, CHF) e moedas mais ligadas ao crescimento (AUD, NZD). Também contam eventos geopolíticos, matérias-primas, balança comercial e intervenções de autoridades.
P4: Quantos pares devo negociar ao mesmo tempo?
Muitos traders bem-sucedidos limitam-se a 3 a 5 pares. Assim, conseguem analisar melhor cada um e conhecer o seu comportamento. Negociar demasiados pares pode levar a falta de foco, dificuldade em acompanhar calendários económicos, risco acrescido por correlação e excesso de informação. Comece com 1 a 2 pares principais e só depois aumente.
Como dominar a escolha de pares
Escolher pares adequados é decisivo no forex. Os mais negociados — EUR/USD, USD/JPY e GBP/USD — juntam liquidez, custos baixos e movimentos mais previsíveis. Ainda assim, a escolha depende do seu estilo, tolerância ao risco, experiência e tempo disponível.
Para a maioria, os pares principais devem ser a base, por serem mais “baratos” de negociar. Cruzados ajudam a diversificar e a explorar diferenças económicas regionais. Exóticos podem gerar ganhos elevados, mas exigem controlo de risco rigoroso.