Perspectiva de redução de tensão entre EUA e Irã
O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que as operações dos EUA poderiam terminar antes de o estreito reabrir totalmente, com uma retirada possível em duas a três semanas. O presidente do Irã indicou disposição para encerrar as hostilidades (conflito) sob certas garantias (compromissos formais), enquanto a incerteza continua por causa da presença militar dos EUA. Uma pesquisa da Reuters mostrou que a produção da OPEP (grupo de países exportadores de petróleo) caiu em março para 21,57 milhões de barris por dia, queda de 7,3 milhões de barris por dia em relação ao mês anterior e o menor nível desde junho de 2020. O Instituto Americano de Petróleo (API, entidade do setor que divulga estimativas privadas) informou que os estoques semanais de petróleo bruto dos EUA subiram 10,263 milhões de barris na semana encerrada em 27 de março, após alta anterior de 2,3 milhões, contra a expectativa de uma queda de 1,3 milhão de barris. Com o WTI perto de US$ 98,50, o mercado enfrenta incerteza extrema ligada ao Estreito de Ormuz. O esforço dos EAU por uma intervenção militar com apoio da ONU elevou a volatilidade implícita (medida, extraída do preço das opções, da variação esperada do preço). Essa tensão geopolítica (conflito entre países que afeta mercados) é o principal ponto para acompanhar nas próximas semanas. O mercado absorve um choque de oferta (mudança brusca na quantidade disponível) com a queda de produção da OPEP de 7,3 milhões de barris por dia em março. Um corte desse tamanho, perto de 7% da demanda global recente (consumo total; ficou em torno de 103 milhões de barris/dia no fim de 2025), tende a favorecer alta de preços. Quem espera piora do conflito pode considerar comprar opções de compra (call: contrato que dá o direito de comprar por um preço fixo até uma data) para ganhar com uma possível alta se o estreito continuar bloqueado.Estratégias para volatilidade extrema
Porém, forças na direção oposta indicam que uma reversão forte também é possível. A chance de retirada dos EUA em poucas semanas e a alta inesperada de 10,263 milhões de barris nos estoques dos EUA aumentam o risco de queda. Esse cenário favorece estratégias como comprar opções de venda (put: contrato que dá o direito de vender por um preço fixo até uma data) para se proteger de uma queda brusca caso surja uma solução diplomática (acordo entre governos). Com sinais conflitantes, apostar em uma direção é muito arriscado. Uma abordagem mais cuidadosa pode ser operar a própria volatilidade, por exemplo com uma estratégia de opções como o straddle (compra simultânea de uma call e uma put com o mesmo preço de exercício e vencimento), que pode lucrar com um movimento forte para cima ou para baixo, algo provável com as notícias atuais. Basta lembrar a volatilidade de 2025 para ver como o sentimento do mercado (otimismo ou medo dos investidores) muda rápido com receios de oferta. Picos de preço por geopolítica, como nos problemas no Mar Vermelho, costumam gerar altas fortes, mas curtas. Esse padrão sugere que uma disparada por Ormuz pode se reverter rápido, tornando estratégias com opções (mais flexíveis) mais atraentes do que contratos futuros (acordos para comprar ou vender no futuro por um preço definido, com obrigação de cumprir). No curto prazo, o principal gatilho será o resultado de qualquer votação no Conselho de Segurança da ONU sobre a proposta dos EAU. Os relatórios semanais de estoque da EIA (Agência de Informação de Energia dos EUA, órgão oficial) serão importantes para avaliar se a alta recente foi um caso isolado ou o começo de uma tendência ligada a menor demanda. A janela de duas a três semanas citada para uma possível retirada dos EUA também define um período crítico para uma grande mudança no mercado.
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