Níveis técnicos e viés no curto prazo
Se o par cair, o suporte (região onde o preço costuma encontrar compra) está na SMA de 20 dias em 158,24. Um rompimento abaixo disso pode trazer para o radar a mínima diária de 19 de março em 157,51, com a SMA de 50 dias (média de 50 dias) perto de 156,56 como próximo suporte. Uma queda maior colocaria foco na SMA de 100 dias (média de 100 dias) em 156,26. O próximo nível abaixo disso é 156,00. Vemos o USD/JPY pressionando a resistência (região onde o preço costuma encontrar venda) em 159,65, e o impulso de alta sugere outro teste. Porém, o principal ponto para operadores é o risco de intervenção das autoridades japonesas quando o preço se aproxima de 160,00. Isso cria um conflito: os sinais gráficos puxam para cima, mas há risco de ação do governo contra o movimento. A pressão de alta é explicável pelos dados recentes. O relatório de inflação Core PCE (inflação “núcleo” do consumo nos EUA, que exclui itens muito voláteis como alimentos e energia) de fevereiro veio em 2,9%, acima do esperado. Isso reduz a chance de o Federal Reserve (banco central dos EUA) cortar juros e sustenta um dólar forte. Enquanto isso, o Banco do Japão manteve a política estável, mas elevou os alertas verbais contra uma desvalorização rápida do iene, aumentando a diferença de política (um país mais “duro”/juros altos versus outro mais “leve”), o que favorece a alta do par.Risco de intervenção e posicionamento em opções
É importante lembrar as intervenções fortes na primavera de 2024 quando o par cruzou 160,00. Em pelo menos duas vezes, a moeda caiu vários ienes em poucas horas, eliminando posições compradas (apostas na alta) que não estavam protegidas. Isso mostra que autoridades japonesas podem agir rápido, e é razoável esperar oscilações fortes se esse nível for rompido novamente. Nesse cenário, a volatilidade implícita (estimativa do mercado para a oscilação futura) das opções de USD/JPY está alta, com o índice JYVIX (medida de volatilidade esperada para o iene) perto de 11,5. Isso sugere que comprar um straddle (estratégia que compra uma opção de compra e uma opção de venda no mesmo preço de exercício) pode ser prudente. Essa posição ganha com um movimento grande para cima ou para baixo, aproveitando um rompimento ou uma queda causada por intervenção. Para quem tem preferência direcional (quer apostar mais em um lado), um bull call spread (estratégia que compra uma call e vende outra call em um preço mais alto, limitando custo e lucro) pode mirar um movimento até 160,00 e limitar o risco se houver intervenção. Por outro lado, comprar puts (opções de venda que ganham com queda) é a forma mais direta de lucrar com uma queda rápida causada por ação oficial. Essas puts podem pagar bem considerando a velocidade das quedas em intervenções passadas. Os principais níveis de baixa para acompanhar são a SMA de 20 dias em 158,24 e a mínima recente de 157,51. Um rompimento desses suportes, especialmente com volume alto (mais negócios do que o normal), pode ser o primeiro sinal de intervenção ou de que o mercado virou. Esses níveis ajudam a definir preços de exercício (strike, preço fixo da opção) em estratégias de baixa com opções ou a colocar stop-loss (ordem para limitar perdas) em posições de alta. Crie sua conta real na VT Markets e comece a operar agora.
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