Preços do petróleo e o dólar canadense
Preços mais altos do petróleo foram citados como um fator que pode apoiar o dólar canadense. O Canadá é o maior exportador de petróleo para os EUA, então a alta do petróleo pode fortalecer o **Loonie** (apelido do dólar canadense). Nos gráficos, o USD/CAD ficou acima da **EMA de 20 dias** (média móvel que dá mais peso aos preços recentes, usada para ver tendência) e manteve fechamentos mais altos desde a região de 1,36. O **RSI de 14 dias** (indicador que mede força do movimento; acima de 70 costuma indicar “compra demais”) passou de 70,00, o que mostra força, mas também sugere que a alta pode estar esticada. O suporte fica em 1,3750 e depois em 1,3700, com sinal de baixa se houver fechamento diário abaixo de 1,3760. A resistência está perto de 1,3895, e um rompimento pode mirar a área de 1,3930, descrita como um topo de mais de três meses. Lembramos do ano passado, quando tensões envolvendo o Irã empurraram o USD/CAD para perto de 1,3930, um topo de vários meses. Esse salto foi causado por uma corrida para o dólar como proteção quando os riscos geopolíticos aumentaram. Hoje, a situação está mais calma, com o par perto de 1,3550.Diferencial de juros impulsiona o par
O principal fator agora é o **diferencial de juros** (diferença entre as taxas de juros de dois países, que influencia para onde o dinheiro “prefere” ir). O Federal Reserve manteve a taxa básica em 3,5%, um pouco acima da taxa do Banco do Canadá, de 3,25%. Essa diferença ainda atrai capital para o dólar. Esse apoio “de base” ao dólar já existia no ano passado, mas ficou em segundo plano por causa das manchetes da crise. Mesmo com o petróleo forte, com o **WTI** (tipo de petróleo usado como referência nos EUA) por volta de US$ 85 o barril, isso não está dando o impulso usual ao dólar canadense. Em geral, petróleo mais caro ajuda o Loonie, mas o mercado parece mais focado no **retorno de juros** (ganho por deixar o dinheiro aplicado) agora. O efeito do diferencial de juros está superando o efeito positivo da renda do petróleo para o Canadá. A volatilidade do mercado também está bem menor do que no pico das tensões do Oriente Médio em 2025. Com o **VIX** (índice que mede o “medo” do mercado; quanto mais alto, maior a tensão) perto de 14, os preços de **opções** (contratos que dão o direito, mas não a obrigação, de comprar ou vender um ativo) ficam bem mais baixos. Esse cenário pode ser um momento mais barato para comprar **puts** (opções que ganham valor se o preço cair, usadas como proteção) ou **calls** (opções que ganham valor se o preço subir, usadas para apostar em alta). Dados recentes da **CFTC** (órgão regulador dos EUA que divulga posições no mercado futuro) mostram que grandes especuladores reduziram em mais de 15% suas posições líquidas compradas em dólar nos últimos três meses. Isso indica que o “prêmio” extremo de refúgio do ano passado já foi em grande parte incorporado aos preços. Agora, as negociações tendem a reagir mais a dados econômicos do que a mudanças geopolíticas repentinas.
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