Commerzbank aponta erro na precificação de corte de juros
O Commerzbank disse que a mudança anterior nas expectativas de juros foi precipitada (aconteceu cedo demais). Acrescentou que bancos centrais (instituições que definem juros e controlam a inflação) podem não reagir rápido a riscos de inflação que venham de altas temporárias no preço da energia. O banco citou 2022, quando um choque de preço de energia (alta forte e repentina) levou a uma inflação maior do que o esperado. Disse que os bancos centrais aprenderam com aquele período, mas ainda podem evitar reações rápidas. O Commerzbank também observou que o mercado de trabalho dos EUA está mais fraco. Acrescentou que a pressão política sobre o Fed para cortar juros pode influenciar decisões de política monetária (decisões sobre juros e condições de crédito). O banco afirmou que esses fatores podem manter o ouro sustentado no médio prazo (nos próximos meses).Estratégias com opções de ouro enquanto a volatilidade cai
O ouro volta a ganhar força à medida que diminuem os temores sobre o conflito com o Irã. Isso traz o foco de volta para as expectativas de juros, que tinham ficado mais “duras” (hawkish: sinal de juros mais altos para conter a inflação). A precificação atual do mercado indica 65% de chance de o Fed cortar juros na reunião de junho, uma mudança relevante em relação a um mês atrás. Acreditamos que aquelas expectativas de alta de juros foram precipitadas. Embora os bancos centrais tenham aprendido com o choque de energia de 2022, é improvável que reajam de forma agressiva (com força) a riscos temporários de inflação desta vez. O relatório recente de empregos, mostrando desaceleração para 150.000 novas vagas formais (payrolls: vagas registradas na folha de pagamento) e desemprego de 4,1%, dá ao Fed espaço para seguir com calma. Para quem negocia derivativos (produtos cujo preço depende de outro ativo, como opções e futuros), esse cenário favorece uma visão otimista para o ouro nas próximas semanas. Comprar opções de compra (call: direito de comprar a um preço definido) ou montar “bull call spreads” (estratégia que compra uma call e vende outra call com preço de exercício mais alto para reduzir custo) em contratos futuros de ouro ou ETFs (fundos negociados em bolsa que acompanham um ativo/índice) pode capturar uma possível alta conforme o debate sobre corte de juros ganha força. A volatilidade implícita (estimativa de oscilação futura embutida no preço das opções) caiu desde os medos geopolíticos do fim de 2025, deixando as estratégias com opções mais baratas. Olhando para o fim de 2025, o mercado retirou totalmente a expectativa de um corte de juros quando os preços de energia subiram por causa do conflito. Essa reação agora parece exagerada, especialmente com o dado mais recente do CPI (Índice de Preços ao Consumidor, medida de inflação) mostrando a inflação caindo para 2,8%. Isso reforça a visão de que o próximo movimento do Fed é mais provável ser um corte do que uma alta.
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