Principais divulgações de dados desta semana
O dado de inflação de março da Polônia sai na terça-feira, com expectativa de alta de 2,1% para 3,5% na comparação anual (ano contra ano). Isso ficaria acima do que o mercado espera e perto dos níveis vistos no meio do ano passado. Os PMIs (Índice de Gerentes de Compras, pesquisa que mede atividade econômica; abaixo de 50 indica queda) de março na região CEE saem na quarta-feira. Eles não devem refletir totalmente o conflito entre EUA e Irã, mas o risco é de números mais fracos do que o mercado espera. A inflação da Turquia sai na quinta-feira, com projeção de desaceleração de 3,0% para 2,2% na comparação mensal (mês contra mês). A inflação anual deve subir de 31,5% para 32,2% após o choque nos combustíveis (alta brusca dos preços). Vemos os mercados abrirem em modo “risk-off” na região CEE, impulsionados por notícias geopolíticas e por mais pressão sobre as expectativas de alta de juros. Com o Brent (petróleo de referência internacional) acima de US$ 95 por barril, o maior nível deste ano, esse choque de energia tende a prejudicar os ativos (investimentos) da região. Esse cenário sugere cautela com as moedas da CEE nas próximas semanas.Implicações para as moedas CEE
Essa pressão favorece mais achatamento da curva de juros e pesa sobre moedas como o zloty polonês (PLN) e o forint húngaro (HUF). O mercado pode rever as apostas de novas altas de juros, sobretudo porque a inflação persistente obriga os bancos centrais a manter uma postura “hawkish” (mais dura, priorizando combater a inflação com juros mais altos) mesmo com a economia perdendo força. A decisão recente do Banco Nacional da Polônia de manter os juros com tom duro reforça esse equilíbrio difícil. A atenção agora se volta aos dados de inflação de março na Polônia, que saem esta semana. Após o dado de fevereiro surpreender para cima, em 5,1% na comparação anual, é provável que venha outro número alto, aumentando a expectativa de mais aperto monetário (subida de juros e medidas para esfriar a economia) e pressionando o PLN. Isso acelera bastante em relação aos níveis de inflação mais moderados vistos durante grande parte de 2025. Na região como um todo, os PMIs de manufatura (indústria) de fevereiro já mostravam contração (queda), com leituras abaixo de 50 para Polônia, Hungria e República Tcheca. O choque de preços de energia sugere que os PMIs de março, que saem em breve, devem indicar mais risco de piora na atividade econômica. Essa pressão de estagflação (inflação alta com economia fraca) é claramente negativa para as moedas da região. Na Turquia, a situação segue grave com a divulgação desta semana. Com a inflação anual já acima de 65%, confirmada por dados recentes do Instituto de Estatística da Turquia, qualquer novo impacto dos combustíveis tende a piorar o cenário. Isso mantém uma pressão extrema de queda sobre a lira turca.
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