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Schroeder espera que o Fed mantenha os juros, atrasado pela alta do petróleo e por expectativas de inflação persistentes, à espera de cortes no fim do ano

by VT Markets
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Mar 18, 2026
ING: Benjamin Schroeder espera que o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) mantenha os juros inalterados na reunião de março do FOMC (comitê que decide a taxa de juros). O texto diz que o petróleo mais caro e as expectativas de inflação altas (a crença do mercado de que os preços continuarão subindo) reduzem o espaço para cortes de juros. Os mercados já estão ajustados para nenhum corte nesta reunião, com o primeiro corte totalmente precificado (isto é, refletido nos preços) apenas até o fim do ano. Também aumentam as chances de um corte começar no verão.

Fed mantém os juros

A atenção deve ficar nas novas projeções do Fed, incluindo o Dot Plot (gráfico que mostra onde cada membro acha que a taxa de juros deve ficar no futuro). Em dezembro, o Fed projetou um corte em 2026 e outro corte de 25 pontos-base (0,25 ponto percentual) em 2027. Economistas do ING esperam projeções de crescimento um pouco menores e projeções de inflação mais altas. Eles também esperam que o Fed empurre o corte previsto para 2026 para 2027. A reunião pode abordar planos para o balanço do Fed (o “tamanho” das compras e dos ativos do banco central), já que o ritmo mensal temporário de US$ 40 bilhões em compras para administrar reservas deve cair em abril. O texto cita uma expansão líquida de US$ 130 bilhões no balanço desde meados de dezembro e liga isso à Fed funds effective rate (taxa efetiva diária à qual os bancos realmente emprestam reservas entre si; ela costuma ficar perto da taxa básica definida pelo Fed). Com a reunião do Federal Reserve hoje à noite, a expectativa é de juros inalterados por causa da inflação persistente e do aumento dos custos de energia. Dados recentes reforçam isso: o CPI (Consumer Price Index, índice de preços ao consumidor; mede a inflação) de fevereiro subiu para 3,4%, interrompendo a desaceleração vista no fim de 2025. Essa inflação “grudada” dá pouco espaço para o Fed aliviar a política agora. O mercado de títulos já reflete isso: o rendimento (yield, a taxa de retorno) do Treasury (título do governo dos EUA) de 10 anos voltou a 4,5%. Juros de empréstimo mais altos e inflação persistente não favorecem cortes. Por isso, os preços de mercado mostram chance praticamente zero de corte hoje, com o primeiro corte completo esperado só no fim do ano.

Implicações para negociação

Para traders de derivativos (contratos cujo valor depende de outro ativo, como opções e futuros), esse tom mais duro indica aposta em rendimentos altos no curto prazo. Vender puts (opções de venda; dão ao comprador o direito de vender a um preço fixo) de curto prazo em futuros de Treasuries pode ser uma forma de ganhar prêmio (o valor recebido ao vender a opção), já que a manutenção dos juros é o cenário principal. A ideia é que o Fed não faça uma mudança inesperada para um tom mais “leve” (dovish, mais favorável a cortar juros). Mais adiante, o foco estará nas novas projeções do Fed, com possibilidade de atraso no início dos cortes. Isso lembra 2024, quando o mercado teve de reduzir rápido as expectativas de queda de juros. Spreads de calendário (estratégias que combinam contratos com vencimentos diferentes) em futuros de SOFR (taxa de referência baseada em operações de recompra; substitui a Libor) podem ser usados para se posicionar para esse atraso. Como o cenário é incerto, o presidente do Fed, Powell, provavelmente vai dizer que o banco central tem baixa confiança em previsões de longo prazo. Isso sugere que a volatilidade (variação rápida de preços) continuará relevante. O MOVE Index (indicador de volatilidade de títulos; mede a oscilação esperada nos Treasuries) já subiu mais de 15% desde as mínimas do ano passado, e estratégias como comprar straddles (compra simultânea de uma opção de compra e uma de venda, no mesmo preço e vencimento, para ganhar com movimentos fortes) em ETFs de títulos (fundos negociados em bolsa) podem ajudar a se proteger contra movimentos bruscos após novos dados. A alta recente do WTI (petróleo dos EUA, referência de preço) para mais de US$ 90 por barril é um fator central desse medo de inflação. Esse choque de energia reforça uma postura mais cautelosa do Fed, com juros “altos por mais tempo”. Traders devem acompanhar, porque novas altas na energia podem ser protegidas com call options (opções de compra; dão o direito de comprar a um preço fixo) em ETFs grandes do setor de energia.

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