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Schnabel, do BCE, pede vigilância quanto aos riscos de alta da inflação e monitoramento do duradouro choque de preços de energia na Europa por pressões persistentes

by VT Markets
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Mar 11, 2026
Isabel Schnabel, membro do conselho executivo do Banco Central Europeu (BCE), disse que o BCE precisa acompanhar por quanto tempo o choque dos preços de energia na Europa vai continuar. Ela também disse que as autoridades devem ficar atentas ao risco de a inflação subir mais do que o esperado (inflação acima do previsto). Falando na quarta-feira, no Centro de Bancos Centrais da Frankfurt School of Finance and Management, na Alemanha, Schnabel disse que a política monetária (decisões do banco central sobre juros e crédito para controlar a inflação e a economia) está em uma situação confortável. Ela acrescentou que as projeções de março do BCE vão refletir em parte o “choque do Irã” (impacto de eventos ligados ao Irã que podem afetar petróleo, energia e, por consequência, inflação).

Volatilidade do mercado e expectativas de corte de juros

Uma correção publicada em 11 de março às 16:17 GMT corrigiu um erro de grafia no sobrenome de Schnabel. Com o BCE dizendo que continua atento à inflação, é provável que o mercado fique mais instável. Esse tipo de fala vai contra a aposta atual do mercado em um corte de juros no meio do ano, então a oscilação (variações fortes de preço em pouco tempo) de títulos e ações tende a aumentar. O índice VSTOXX, que mede a volatilidade (grau de oscilação) na zona do euro, já subiu 5% para 17,5 por causa desse tipo de comentário e das tensões geopolíticas (conflitos e disputas entre países que afetam a economia). O foco em choques de energia que não passam rápido é um aviso direto para operadores de juros (pessoas que negociam ativos ligados às taxas de juros). Como a inflação núcleo (inflação sem itens muito voláteis, como energia e alimentos) da zona do euro continua acima da meta, chegando a 2,7% em fevereiro de 2026, o caminho para cortes de juros ficou menos definido do que parecia semanas atrás. Faz sentido reduzir apostas em um corte do BCE antes do terceiro trimestre e considerar opções (contratos derivados que dão o direito, mas não a obrigação, de comprar ou vender um ativo por um preço definido) que ganham se os juros ficarem altos por mais tempo. A menção ao “choque do Irã” nas projeções do BCE é relevante por causa dos eventos recentes. O petróleo Brent (tipo de petróleo usado como referência mundial de preço) vinha em uma faixa estreita de preços, mas passou de US$ 85 por barril pela primeira vez neste ano, com novas preocupações sobre a cadeia de suprimentos (transporte e entrega de mercadorias) no Oriente Médio. Isso reforça o risco de inflação subir e torna razoável ter proteção (hedge: estratégia para reduzir perdas) com derivativos de energia (contratos financeiros cujo valor depende do preço da energia) ou ações de empresas do setor de energia.

Suporte ao euro com um BCE mais duro

Isso lembra 2022, quando os preços de energia forçaram o BCE a agir mesmo com sinais de fraqueza na economia. Um BCE mais duro (hawkish: com tendência a manter juros altos para combater a inflação) enquanto outros bancos centrais podem estar pensando em cortar juros pode sustentar o euro. Por isso, a estratégia pode ser usar opções de compra de EUR/USD (call: opção que ganha valor se o preço subir) para se posicionar para uma possível força da moeda no segundo trimestre.

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