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Principais pares cambiais preparam-se para uma Fed sob Warsh; inflação PCE, PMIs preliminares e intervenções de responsáveis de bancos centrais em destaque

by VT Markets
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Jun 20, 2026

Os principais pares de FX enfrentam uma semana carregada, numa altura em que os mercados avaliam a primeira decisão da Reserva Federal sob a liderança de Kevin Warsh, a inflação PCE dos EUA, as leituras preliminares (flash) dos PMIs a nível global e uma agenda intensa de comentários de bancos centrais, sem decisões de taxa agendadas da Fed, BoE, BoJ ou RBA. O Índice do Dólar dos EUA mantém-se em torno de 100,70 depois de ter tocado um máximo de 13 meses em 101,13, na sequência de a Fed ter mantido as taxas em 3,50%–3,75% e ter retirado a referência a “ajustamentos adicionais das taxas”. O EUR/USD recuou mais de 0,80% para 1,1480, com as atenções nos PMIs flash da Zona Euro e da Alemanha, bem como nos inquéritos Ifo ao Clima de Negócios e GfK à Confiança dos Consumidores.

O GBP/USD negoceia perto de 1,3230 depois de o BoE ter mantido as taxas em 3,75% por uma votação de 7–2, enquanto dois membros defenderam uma subida para 4,00%; estão previstos os PMIs flash do Reino Unido e o PIB final do 1.º trimestre. O USD/JPY mantém-se perto de 161,30, com o viés de aperto do BoJ na sequência de uma subida das taxas para 1,00%, a par dos PMIs flash do Japão e do IPC de Tóquio. O AUD/USD deslizou em direção a 0,7020 antes dos PMIs flash da Austrália, do IPC mensal e dos dados do mercado de trabalho. O ouro ronda os 4.155 dólares, enquanto o WTI se situa perto de 76,50 dólares, para a segunda queda semanal consecutiva após um acordo de paz EUA–Irão. As intervenções decorrem entre 22 e 27 de junho, incluindo Lagarde, Waller, Macklem, Williams e Bullock.

Perspetivas para o dólar e principais divisas

Consideramos que as próximas semanas irão testar a robustez do dólar, à medida que os investidores se posicionam para dados-chave de inflação. O Índice do Dólar (DXY) mantém-se firme perto de 106,50 depois de a Reserva Federal preservar uma postura prudente, mantendo a taxa dos fed funds no intervalo 4,00%–4,25%. Um relatório forte do índice de Despesas de Consumo Pessoal (PCE) na próxima semana reforçaria esta postura restritiva dependente dos dados e poderá impulsionar o dólar.

No EUR/USD, que negoceia fraco em torno de 1,0550, a divergência de políticas é evidente. O Banco Central Europeu cortou a taxa principal para 3,50% no início deste mês, sinalizando um percurso diferente do da Fed. Estaremos atentos aos PMIs flash da Alemanha e do conjunto da Zona Euro para sinais de fragilidade económica, o que poderá aumentar a pressão sobre o euro.

O par GBP/USD continua sob pressão perto de 1,2480, enquanto o Banco de Inglaterra lida com o seu próprio problema de inflação. A inflação no Reino Unido mantém-se teimosamente acima de 3%, levando o BoE a evitar sinalizar cortes de taxas apesar de uma economia anémica. Os dados de inflação do Reino Unido na próxima semana serão determinantes; uma leitura elevada poderá dar suporte temporário à libra.

O enorme diferencial de taxas de juro entre os EUA e o Japão mantém o USD/JPY elevado perto de 159,80, um nível que convida a “jawboning” por parte de responsáveis japoneses. O Banco do Japão apenas elevou a taxa diretora para 0,25%, criando uma vantagem de yield significativa para a detenção de dólares. Importa manter a atenção a quaisquer movimentos bruscos ou a uma eventual intervenção oficial para apoiar o iene.

Esperamos que o AUD/USD se mantenha sensível tanto aos dados domésticos como ao sentimento global de risco, a negociar perto de 0,6550. O IPC mensal e os números do emprego na Austrália serão um teste importante para a moeda. Uma leitura de inflação surpreendentemente forte acima de 3,8% poderá alimentar apostas de que o Banco da Reserva da Austrália será o último a cortar taxas, apoiando o dólar australiano.

Matérias-primas: tendências do ouro e do petróleo

O ouro encontra suporte em torno de 2.315 dólares por onça, preso entre um dólar forte e taxas de juro elevadas, por um lado, e tensões geopolíticas persistentes, por outro. As compras por parte de bancos centrais continuam a proporcionar um piso sólido aos preços. Acreditamos que esta dinâmica deverá impedir uma venda acentuada no curto prazo.

O crude WTI negoceia perto de 80,50 dólares por barril, refletindo um mercado apertado após as recentes decisões da OPEP+ de prolongar os cortes de produção. No entanto, as preocupações com o ritmo da procura global, em particular da China, estão a limitar subidas significativas dos preços. Acompanhamos de perto os relatórios de inventários à procura de sinais de uma alteração neste equilíbrio.

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