Os preços do ouro na Malásia recuaram na segunda-feira, segundo dados da FXStreet. O ouro à vista foi cotado a MYR 531,54 por grama, ante MYR 534,57 na sexta-feira, enquanto o preço por tola caiu para MYR 6.199,76, de MYR 6.235,16. Outras cotações de referência colocaram o ouro em MYR 5.315,63 para 10 gramas e MYR 16.532,70 por onça troy.
A FXStreet calcula os preços locais do ouro convertendo os benchmarks internacionais com USD/MYR e conversões padrão de unidades, com números atualizados diariamente no momento da publicação; as cotações praticadas localmente podem variar ligeiramente. A nota também destaca a demanda de bancos centrais, citando dados do World Gold Council de que bancos centrais adicionaram 1.136 toneladas de ouro, no valor de cerca de US$ 70 bilhões, em 2022 — a maior compra anual já registrada — e reitera relações comuns de mercado, como a correlação inversa do ouro com o dólar americano e os Treasuries dos EUA, além da sensibilidade às taxas de juros, dado que o metal não oferece rendimento.
Movimentos Atuais de Preço e Principais Fatores Macro
Observamos uma leve queda nos preços do ouro na segunda-feira, o que parece ser uma realização de lucros modesta após um período de força. Essa pequena oscilação é menos relevante do que os fatores macroeconômicos mais amplos que devem influenciar os mercados de derivativos nas próximas semanas. Os principais vetores continuam sendo a perspectiva para as taxas de juros nos EUA e a estabilidade econômica global.
O principal vento contrário para o ouro é o dólar forte, sustentado pelas expectativas de política monetária. Com os dados recentes de inflação nos EUA mostrando o núcleo do CPI permanecendo teimosamente acima da meta do Federal Reserve, em 2,8%, o mercado precifica apenas uma pequena probabilidade de corte de juros neste trimestre. Historicamente, um ambiente de juros elevados aumenta o custo de oportunidade de manter ouro, que não rende juros.
Suporte de Mercado, Compras de Bancos Centrais e Implicações para Trading
Apesar da pressão das taxas de juros, vemos um piso sólido para os preços do ouro, devido ao seu apelo como ativo de proteção (safe haven). A crescente incerteza em torno das próximas eleições nos EUA e uma projeção do FMI que reduziu o crescimento global para a segunda metade do ano estão levando investidores a fazer hedge contra risco. Essa demanda subjacente deve impedir uma liquidação significativa no metal precioso.
Além disso, é preciso considerar as compras imensas e contínuas dos bancos centrais, que dão sustentação fundamental ao mercado. O relatório mais recente do World Gold Council mostra que os bancos centrais globais adicionaram mais de 200 toneladas às suas reservas no primeiro trimestre de 2026, dando continuidade a uma tendência de desdolarização. Esse fluxo consistente de compras oferece suporte de preço no longo prazo que os traders de curto prazo não podem ignorar.
Essa dinâmica cria um cabo de guerra, sugerindo que o ouro pode negociar dentro de uma faixa definida no curto prazo. Acreditamos que o mercado ficará preso entre um dólar forte e a demanda por proteção, tornando arriscadas apostas direcionais grandes. Para traders de derivativos, esse ambiente pode ser ideal para estratégias que se beneficiam de um movimento lateral (range-bound), como a venda de strangles ou iron condors.
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