OCBC prevê alta de 2% a 3% do dólar no segundo semestre de 2026, com petróleo e juros em alta diante de riscos no Oriente Médio

by VT Markets
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Jul 9, 2026

A renovação das tensões no Oriente Médio e a firmeza dos preços do petróleo coincidiram com um dólar mais forte e com a alta dos yields dos títulos soberanos globais. A OCBC projeta que o USD ganhará 2% a 3% no 2º semestre de 2026 frente a moedas de menor rendimento, como o euro, o iene japonês e o franco suíço, ao mesmo tempo em que condiciona uma valorização mais ampla a gatilhos de energia e macroeconomia — e não a um cenário-base. Um movimento acima de 5% é apresentado como risco de cauda, que exigiria petróleo acima de US$ 100 por barril ou evidências de superaquecimento da economia americana, incluindo queda do desemprego e expectativas de inflação de médio prazo mais firmes.

O Brent ao redor de US$ 78 por barril é descrito como abaixo do nível que colocaria em xeque a leitura de que o choque energético do trimestre anterior está perdendo força, embora novas altas sejam sinalizadas como potencial catalisador para uma força mais disseminada do USD. Separadamente, as atas mais recentes do FOMC são caracterizadas como trazendo poucas surpresas e alinhadas a um tom hawkish após a reunião, com o principal takeaway sendo uma mudança para perspectivas de política monetária baseadas em cenários.

Perspectiva do USD e Vetores

Esperamos que o dólar americano se fortaleça de 2% a 3% durante o segundo semestre de 2026, especialmente frente ao euro e ao iene japonês. Essa visão é impulsionada pelo aumento dos riscos geopolíticos no Oriente Médio, que vêm pressionando os preços de energia para cima. Os futuros do Brent já subiram para US$ 81 por barril nesta semana, indicando que essa tendência está em curso.

Para nos posicionar, estamos avaliando a compra de opções de compra (calls) sobre o Índice do Dólar (DXY), com vencimentos no fim do 3º trimestre. Essa estratégia oferece uma forma de risco definido para capturar o movimento esperado. Também estamos considerando posições em futuros vendidas no par EUR/USD, já que os diferenciais de juros favorecem o dólar.

Riscos de Cauda, Suporte de Dados e Paralelos Históricos

Há uma chance menor de um rali muito mais forte do dólar, acima de 5%, o que provavelmente ocorreria se os preços do petróleo disparassem acima de US$ 100 por barril. Para esse cenário, estamos adicionando algumas calls baratas fora do dinheiro (out-of-the-money) como hedge de risco de cauda. Isso oferece potencial expressivo de alta por um custo inicial relativamente pequeno.

Essa visão é sustentada por dados recentes que mostram que a economia dos EUA segue robusta, mantendo o Federal Reserve em postura hawkish. O relatório de payroll (Non-Farm Payrolls) da semana passada mostrou a criação de 215 mil empregos, enquanto a pesquisa da Universidade de Michigan indicou as expectativas de inflação em 5 anos avançando para 3,1%. O yield do Treasury de 10 anos dos EUA também voltou a superar 4,50%, reforçando a atratividade do dólar.

Já vimos essa dinâmica antes, especialmente no início de 2022, quando a combinação de um choque de energia e um Fed hawkish levou a um rali relevante do dólar. O ambiente atual espelha aquele arranjo, sugerindo uma trajetória de força adicional para a moeda. Isso torna posições compradas em dólar atrativas contra divisas cujos bancos centrais têm menor inclinação a apertar a política monetária.

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