Erro no Saldo Comercial Pressiona o Peso
O saldo comercial de fevereiro abaixo do esperado indica entrada de dólares menor do que o previsto na Argentina. Isso coloca pressão imediata sobre o Peso Argentino (ARS), aumentando a chance de desvalorização no curto prazo. Agora observamos maior oscilação no par de moedas ARS/USD (cotação do peso em relação ao dólar). Para quem opera derivativos (contratos financeiros cujo valor depende de outro ativo, como moeda ou ações), isso sugere se posicionar para um peso mais fraco nas próximas semanas. Uma forma direta é usar futuros de ARS (contratos para comprar ou vender a moeda numa data futura) ou comprar opções de venda, chamadas de “put” (contratos que ganham valor quando o preço do ativo cai), para tentar se beneficiar de uma possível queda da moeda. Os NDFs, “non-deliverable forwards” (contratos a termo em que não há entrega da moeda; a liquidação é feita pela diferença em dinheiro), já indicam uma queda de 2% a 3% nos próximos 30 dias, mostrando que essa visão está ganhando força. O superávit menor pode vir de uma desaceleração nas exportações agrícolas, um motor importante da economia. Relatos iniciais sobre a colheita de soja foram mistos, e qualquer notícia pior pode pesar no índice Merval (principal índice da bolsa argentina). Vimos algo parecido no quarto trimestre de 2025, quando a queda do preço do milho levou a uma correção do mercado. Isso torna a compra de opções de venda (“puts”) no ETF Global X MSCI Argentina (ARGT) uma proteção (hedge, ou seja, uma forma de reduzir perdas) ou uma aposta especulativa. Ações ligadas ao agronegócio, como a Cresud (CRESY), também podem ver mais atividade de opções apostando em queda (movimento “baixista”, isto é, expectativa de queda). Vamos acompanhar de perto os dados de exportação da primeira metade de março para confirmar essa tendência.Risco Soberano E Reservas Em Destaque
Esse dado de comércio também afeta a percepção de risco soberano (risco de o governo não pagar suas dívidas). Uma oferta menor de dólares dificulta pagar dívida externa, o que pode aumentar os spreads de CDS, “credit default swaps” (seguros contra calote; o spread é o custo desse “seguro”). Já vimos os CDS de 5 anos subirem 10 pontos-base (0,10 ponto percentual) para 1380 bps (pontos-base) nesta manhã com a notícia. Porém, isso precisa ser equilibrado com o acúmulo forte de reservas do banco central, que tem sido o principal ponto positivo. O BCRA (Banco Central da República Argentina) adicionou mais de US$ 2 bilhões em reservas desde o início do ano, criando uma proteção importante. Se essa tendência continuar, pode compensar o sentimento negativo gerado por um mês fraco de comércio. Crie sua conta real na VT Markets e comece a operar agora.
Comece a negociar agora – Clique aqui para criar sua conta real na VT Markets