Volatilidade do mercado deve disparar
Em uma declaração separada no domingo, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse que o Estreito de Ormuz “não está fechado”. Ele afirmou que os navios estavam hesitando porque as seguradoras “temem a guerra por escolha que vocês iniciaram — não o Irã”. Araghchi também disse: “Nenhuma seguradora — e nenhum iraniano — vai se deixar influenciar por mais ameaças. Tentem respeito.” Ele acrescentou: “A liberdade de navegação não pode existir sem liberdade de comércio. Respeitem ambas — ou não esperem nenhuma delas.” Precisamos nos preparar para uma forte alta na volatilidade do mercado (oscilações rápidas de preços). Ameaças diretas contra instituições financeiras e rotas comerciais importantes aumentam a incerteza e podem empurrar o VIX (índice que mede o “medo” do mercado com base em opções do S&P 500) bem acima do nível atual de 14. Vimos algo parecido, embora menos direto, no fim de 2025, quando uma tensão geopolítica fez o índice subir 40% em dois dias — um padrão que pode se repetir. Também é preciso considerar o efeito combinado de energia mais cara e alta nos rendimentos dos títulos (juros pagos por títulos, que sobem quando o preço do título cai) sobre o mercado de ações. Essa dupla pressão reduz margens de lucro e derruba os múltiplos de valuation (medidas de “preço versus lucro”, como P/L) e vira um vento contrário forte para índices como o S&P 500. Uma postura defensiva com opções de venda (put, contrato que tende a ganhar valor quando o preço cai) sobre índices parece prudente até ficar mais claro se essas ameaças são reais.Risco em rota comercial e choque no petróleo
As falas sobre o Estreito de Ormuz colocam o petróleo no centro do risco. Cerca de 21 milhões de barris — quase 20% do consumo diário global — passam por esse gargalo (ponto estreito que limita a passagem). Qualquer interrupção cria um choque imediato de oferta (falta repentina de produto no mercado). Vale estar preparado para uma disparada do Brent (referência global de preço do petróleo), e comprar opções de compra (call, contrato que tende a ganhar valor quando o preço sobe) pode ser uma aposta especulativa. A ameaça explícita a quem possui títulos do Tesouro dos EUA cria um novo “prêmio de risco” (custo extra exigido para compensar o risco) para manter dívida do governo. Embora uma venda em massa por governos estrangeiros seja improvável, o medo de ataques cibernéticos (invasões digitais) ou físicos contra grandes instituições pode pressionar os futuros de Treasuries (contratos para negociar o preço desses títulos no futuro). Isso sugere que opções de venda em futuros de Treasuries podem proteger contra um movimento súbito, movido pelo medo, que eleve os rendimentos. Além do mercado como um todo, setores específicos podem reagir de forma diferente. A ameaça de ataques a sedes e ativos aumenta a importância da cibersegurança (proteção de sistemas e dados contra invasões), o que pode favorecer ações desse setor. Também vale acompanhar empresas de defesa (fornecedoras militares), que podem atrair mais interesse de investidores diante de uma postura militar mais agressiva. Crie sua conta ao vivo na VT Markets e comece a operar agora.
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