Serviços e construção na China mostram fraqueza
O PMI de não manufatura de fevereiro ficou em 49,5, indicando contração e abaixo da expectativa de 49,8. Isso sugere que a recuperação econômica da China está perdendo força mais do que se imaginava, especialmente em serviços e construção. Essa fraqueza aumenta a pressão sobre o Banco Popular da China (banco central do país) para lançar mais estímulos (medidas para tentar aquecer a economia, como cortar juros). Vimos medidas fortes no fim de 2025, quando eles cortaram a taxa preferencial de empréstimo (loan prime rate, um juro de referência usado por bancos) de cinco anos para apoiar o mercado imobiliário. Com o desemprego entre jovens (pessoas mais novas) reportado recentemente em 15,1%, eles podem agir de novo. Uma posição de queda (aposta de baixa) no yuan offshore (CNH, yuan negociado fora da China continental) contra o dólar americano, usando futuros (contratos para comprar/vender no futuro a um preço combinado) ou opções (contratos que dão o direito, mas não a obrigação, de comprar ou vender), faz sentido como resposta a um possível afrouxamento monetário (política com juros mais baixos e mais dinheiro circulando). É preciso esperar que a desaceleração na China reduza a demanda por commodities industriais (matérias-primas usadas na indústria). O cobre, que já caiu 3% desde as máximas de janeiro, é um dos mais expostos a uma queda na construção chinesa. Vender contratos futuros de cobre (apostar na queda) ou comprar opções de venda (puts, contratos que ganham valor quando o preço cai) em ETFs (fundos negociados em bolsa) de empresas de mineração é uma forma direta de operar essa visão. A desaceleração também afeta empresas globais que dependem muito do consumidor chinês. Marcas europeias de luxo, que tiram mais de 25% das vendas totais da China, e grandes empresas de tecnologia com cadeia de suprimentos (rede de produção e entrega) e mercado muito ligados ao país ficam vulneráveis. A estratégia seria buscar proteção com opções de venda (puts) nessas ações internacionais específicas, que podem ter desempenho pior. A incerteza mais ampla ligada à fraqueza da China pode elevar a volatilidade (oscilações de preço) nos mercados globais. Historicamente, em períodos de medo de crescimento global — como a instabilidade vista no terceiro trimestre de 2025 — o Índice de Volatilidade da CBOE (VIX, indicador do “medo” do mercado com base nas opções do S&P 500) costuma subir bastante. Comprar opções de compra (calls, contratos que ganham valor quando o preço sobe) do VIX pode funcionar como proteção (hedge, algo que reduz perdas em cenários ruins) ou como aposta nessa alta do medo do mercado.
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