Panorama Técnico e Força do Movimento
Do ponto de vista técnico, o par se mantém acima da retração de Fibonacci de 23,6% (nível técnico usado para estimar possíveis suportes e resistências) da alta a partir da mínima do fim de março, mas ainda está abaixo da EMA de 100 horas (média móvel exponencial, que dá mais peso aos preços recentes). Indicadores de força mostram o RSI perto de 43 (índice que mede se o mercado está mais forte ou mais fraco) e o MACD levemente abaixo de zero (indicador que compara médias móveis para sugerir direção), sinalizando negociação lateral, com leve viés de queda. Os suportes (regiões onde o preço tende a segurar a queda) incluem 1,1754 (23,6%), depois 1,1695 (38,2%) e 1,1648 (50%) se as quedas continuarem. A resistência (região onde o preço tende a travar a alta) está perto da EMA de 100 horas em 1,1770; uma quebra para cima pode abrir espaço para 1,1849. O relatório informa que a análise foi produzida com ajuda de uma ferramenta de IA. Olhando para a análise de meados de 2025, víamos o EUR/USD com dificuldade perto de 1,1750. Na época, o mercado reduzia as apostas em altas de juros do Fed, mas os riscos no Estreito de Ormuz mantinham um piso para o dólar. Isso criou um cenário de consolidação (preço andando de lado), com o par limitado pela sua média móvel de 100 horas.Como o Cenário Mudou
Hoje, a situação mudou bastante, com o par agora perto de 1,1280. A diferença de juros entre os EUA e a zona do euro (quando um país paga mais juros do que o outro, isso costuma favorecer sua moeda) virou realidade: o Fed fez mais dois aumentos de 0,25 ponto no fim de 2025, enquanto o Banco Central Europeu manteve os juros. Isso é sustentado por dados recentes mostrando a inflação “núcleo” dos EUA em 2,8% na comparação anual (inflação sem itens muito voláteis, como energia e alimentos), enquanto o HICP da zona do euro (índice oficial de inflação ao consumidor na Europa) arrefeceu para 2,1%. Nas próximas semanas, essa diferença sugere estratégias que favorecem um dólar mais forte ou um euro estável a mais fraco. Com a volatilidade implícita (expectativa do mercado sobre quanto o preço pode oscilar, embutida no preço das opções) nas opções de EUR/USD subindo para a máxima de 8 meses, em 9,2%, comprar “puts” (opções que ganham valor quando o preço cai, usadas como proteção) para se proteger contra uma queda abaixo de 1,1200 pode ser uma medida prudente. Vender “call spreads” fora do dinheiro (estratégia com opções para ganhar prêmio quando o preço não sobe muito; “fora do dinheiro” significa que o preço ainda não chegou ao nível de exercício) com strike acima de 1,1400 também pode ser interessante para receber prêmio, aproveitando a resistência técnica forte nessa região. Os traders também devem ficar atentos ao relatório de Non-Farm Payrolls (NFP, dado mensal de emprego fora do setor agrícola nos EUA), que é importante para a trajetória futura do Fed. A reação do mercado ao impasse EUA-Irã em 2025 mostrou como fluxos de porto seguro (dinheiro buscando ativos considerados mais seguros, como o dólar) podem dominar os fundamentos (dados econômicos). Qualquer escalada inesperada nas discussões atuais de comércio global pode causar uma corrida semelhante para o dólar, tornando “puts” de prazo mais longo (opções com vencimento mais distante) mais valiosas.
Comece a negociar agora – Clique aqui para criar sua conta real na VT Markets