Destaques de dados dos EUA
O relatório ADP de Emprego (estimativa de contratações no setor privado) mostrou que as contratações privadas aumentaram em 63 mil em fevereiro. Janeiro foi revisado para baixo, para 11 mil, e a estimativa do mercado era 50 mil. O México não teve divulgações importantes. O Investimento Fixo Bruto (medida de gastos com máquinas, equipamentos e construção) sai em 5 de março, e a leitura final do CPI de fevereiro (inflação ao consumidor) em 9 de março. A pesquisa do Banxico (Banco Central do México) projetou a inflação cheia de 2026 em 4% e o núcleo do CPI (inflação sem itens muito voláteis, como alimentos e energia) em 4,17% contra 4,11% antes. A pesquisa também previu crescimento de 2026 subindo de 1,5% para 1,8%, com o ano seguinte sem mudança. O USD/MXN foi visto terminando em 18,10 contra 18,50, e o Banxico era esperado cortar juros em 50 pontos-base (0,50 ponto percentual) para 6,50%. No técnico, o USD/MXN ficou acima das médias móveis simples (SMA, uma média do preço em um período) de 20 e 50 dias em 17,25 e 17,50, com a SMA de 100 dias em 17,91. Suporte inclui 17,00, enquanto resistência inclui 18,00 e uma linha de tendência ligada às máximas de abril de 2025 perto de 21,07.Perspectiva de mercado e posicionamento
O mercado está misto, porque dados fortes dos EUA estão sendo deixados de lado e o apetite por risco está pesando mais, empurrando o USD/MXN para baixo. Vemos o par se mantendo acima do nível importante de 17,50, sugerindo um período de lateralização antes do próximo movimento maior. A incerteza aumenta por causa dos próximos relatórios de emprego dos EUA e dos dados de inflação do México. É importante acompanhar a mudança de tom do Banco do México, que agora fala abertamente em cortar juros. Isso muda em relação ao ciclo forte de alta de juros visto em 2024 e 2025, que criou uma diferença grande de juros em relação aos EUA. O “carry trade” (estratégia de tomar/usar dinheiro em moeda com juros menores e investir em outra com juros maiores) que favoreceu o peso pode estar começando a perder força. Com a mudança esperada no Banxico, pode fazer sentido comprar opções de compra (call, contrato que dá o direito de comprar o dólar a um preço definido) de prazo médio em USD/MXN para buscar uma possível virada para alta. Se o Banxico indicar cortes mais rápidos do que os 50 pontos-base esperados, o par pode ir rápido para 18,00. Essa estratégia limita o risco, porque o prejuízo máximo costuma ser o prêmio pago na opção. A volatilidade implícita (volatilidade “embutida” no preço das opções, que reflete a expectativa de oscilação) tende a subir perto do CPI do México em 9 de março e dos dados de emprego dos EUA. Quem espera um movimento forte, mas não sabe a direção, pode considerar um straddle ou strangle (estratégias com opções para ganhar se o preço se mover bastante para cima ou para baixo). Ainda assim, existe um apoio forte para o peso por causa do nearshoring (empresas levando produção para mais perto do mercado dos EUA, muitas vezes para o México), o que elevou o investimento estrangeiro direto a recordes nos últimos anos. Essa demanda pode limitar uma alta maior no USD/MXN. Para quem tem visão moderadamente comprada no par, um call spread (compra de call e venda de outra call em um preço mais alto, para reduzir custo e limitar ganho e risco) pode ser mais adequado. O gráfico técnico sugere possível mudança de força, com o preço rompendo uma linha de tendência de queda das máximas de abril de 2025. Agora, o foco é a média móvel de 100 dias em 17,91 como a próxima resistência importante. Um rompimento claro acima disso pode puxar uma alta maior na direção de 18,10, projeção citada por analistas.
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