Riscos de Oferta Diminuem
O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, disse à Fox Business Network que os EUA podem retirar sanções (restrições oficiais ao comércio) sobre o petróleo iraniano já em navios, nos próximos dias. Isso aumentou a expectativa de menos limites para a oferta (quantidade disponível no mercado). Também cresceram as preocupações com a demanda (consumo) de petróleo após comentários mais duros de bancos centrais (autoridades que controlam juros e a moeda), já que as expectativas de inflação (alta de preços) aumentaram por causa do encarecimento da energia. Esse conjunto pressionou o WTI. O WTI ficou perto de US$ 93,10, mantendo-se acima da EMA de 20 dias (média móvel que dá mais peso aos preços recentes) em torno de US$ 84,70. O RSI de 14 dias (índice de força, usado para medir se a alta está perdendo força) caiu para 66,8, vindo de níveis acima de 80, sinalizando menor força de alta. O suporte (faixa em que o preço costuma parar de cair) aparece perto de US$ 84,70, com outro suporte perto de US$ 80,00 se esse nível for rompido. A resistência (faixa em que o preço costuma ter dificuldade para subir) segue em US$ 100,00, e um fechamento diário acima disso pode reabrir o caminho para US$ 113,80.Níveis-Chave em Foco
Em 2025, a rejeição forte perto de US$ 100 mostrou como o sentimento sobre oferta pode mudar rápido com notícias geopolíticas (eventos políticos entre países). A queda ocorreu com sinais de redução de tensão entre Israel e Irã, o que diminuiu o medo do mercado por um período. Mesmo assim, a lembrança dessa volatilidade (oscilações fortes de preço) mantém os preços das opções elevados até hoje. Atualmente, a oferta volta a ficar mais apertada, diferente do que ocorreu após aquelas conversas de redução de tensão no ano passado. Dados recentes da EIA (agência de energia dos EUA) mostram que os estoques globais de petróleo caíram mais de 12 milhões de barris no mês passado, e a OPEC+ (grupo de países produtores) indicou que manterá disciplina de produção (controle para não aumentar a produção) até o segundo trimestre. Essa restrição sugere que o caminho mais provável para os preços pode ser de alta. Os níveis técnicos daquela correção de 2025 agora são referências importantes. A área de US$ 84,70, que era a média móvel de 20 dias na época, virou um piso de suporte testado e mantido várias vezes. Já o nível de US$ 100, ligado ao conflito do ano passado, é uma barreira psicológica (número “redondo” que costuma influenciar decisões) e exige força para ser superado. Nesse cenário, os traders (operadores) parecem se posicionar para uma alta gradual, e não para um salto. Spreads de compra de call (estratégia com opções: comprar uma opção de compra e vender outra mais acima, para reduzir o custo) estão ficando populares, como comprar uma call de maio com strike (preço de exercício) em US$ 90 e vender uma call de maio com strike em US$ 98 para ajudar a pagar a operação. Essa estratégia ganha com a alta do WTI, mas limita o lucro e o custo inicial. Para quem espera movimento mais de lado (sem tendência clara) antes de um rompimento, vender puts (opções de venda) ou spreads de put abaixo do suporte de US$ 85 é uma estratégia possível. Isso recebe um prêmio (valor pago pela opção) com base na ideia de que o mercado encontrou uma base após a turbulência do ano passado. A estratégia se beneficia da perda de valor com o tempo (quando a opção vai “envelhecendo”) e da volatilidade implícita (volatilidade esperada embutida no preço da opção) ainda elevada por causa das tensões geopolíticas anteriores.
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