Atenção Vai Para os Resultados das Empresas
A atenção está mudando para os resultados das empresas (lucros e números financeiros), incluindo a BP, cuja ação devolveu ganhos anteriores apesar de uma atualização positiva. A BP disse que teve um 1º trimestre “excepcional” na área de compra e venda de petróleo (negociação para lucrar com variações de preço), manteve a produção de petróleo e gás estável em relação ao trimestre anterior (comparação direta com o trimestre anterior) e afirmou que divulgará os resultados no fim deste mês. As ações da BP sobem 33% no ano, mas caíram na terça-feira quando o Brent ficou abaixo de US$ 100 por barril. Alguns operadores de commodities (matérias-primas como petróleo e metais) tiveram perdas no início do conflito, enquanto outros lucraram negociando cargas e navios-tanque (navios que transportam petróleo) a preços mais altos no mercado físico (compra e venda com entrega do produto). O S&P 500 voltou aos níveis de antes da guerra, e o Nasdaq retornou aos níveis do início de fevereiro. A Oracle subiu 12% na segunda-feira e foi a ação com melhor desempenho no S&P 500. O índice do dólar (medida do valor do dólar contra uma cesta de moedas) caiu para o nível mais baixo desde o início de março, enquanto o mercado acompanhava os resultados de bancos dos EUA, incluindo os números do 1º trimestre do JP Morgan. A inflação na Alemanha e na Espanha subiu como esperado, e o foco foi para as reuniões de primavera do FMI (Fundo Monetário Internacional) e falas de presidentes de bancos centrais, incluindo Lagarde, do BCE (Banco Central Europeu).Lições de Altas do Mercado em Conflitos Anteriores
Olhando para 2025, os mercados ficaram mais otimistas com a possível chance de o conflito que fechou o Estreito de Ormuz terminar. Esse otimismo levou ativos de risco (investimentos que costumam oscilar mais, como ações) a subir, enquanto o preço do petróleo começou a cair. Hoje, vemos algo parecido, já que o Brent caiu para US$ 88 por barril com a esperança de diminuir a tensão no Mar do Sul da China, abaixo de mais de US$ 95 na semana passada. Vale lembrar a lição dos resultados excepcionais de negociação da BP no 1º trimestre de 2025, impulsionados por volatilidade sem precedentes (oscilações muito fortes de preço). Com o Índice de Volatilidade da CBOE (VIX, conhecido como “índice do medo”, que mede a expectativa de oscilação do S&P 500) por volta de 18, o mercado espera que as oscilações continuem no setor de energia. Isso sugere que comprar “straddles” ou “strangles” (estratégias com opções: compra de opções de compra e de venda para ganhar com grandes movimentos de preço, sem precisar acertar a direção) em ETFs de energia (fundos negociados em bolsa que acompanham um setor) pode ser uma forma mais cuidadosa de lidar com a incerteza sem apostar em uma direção específica. Em abril de 2025, o S&P 500 subiu e voltou aos níveis de antes da guerra, mostrando um clima de maior apetite por risco (mais disposição para investir em ações). Hoje há sinais parecidos: o índice está perto de 5.600 e recuperou quase todas as perdas da queda recente (recuo após uma alta). Operadores de derivativos (instrumentos cujo valor depende de outro ativo, como opções e contratos futuros) devem observar os prêmios mais altos de puts (opções de venda, usadas como proteção) como motivo para proteger carteiras compradas (carteiras com ações) ou vender calls cobertas (vender opção de compra tendo a ação na carteira, para gerar renda) em posições já existentes, caso acreditem que o mercado vai andar de lado a partir daqui (sem tendência forte). A recuperação do setor de tecnologia em 2025, após um “susto” inicial com IA (inteligência artificial), foi um motor importante para os índices dos EUA. Agora, em 2026, depois de uma alta muito forte, algumas dessas ações ligadas a IA parecem caras demais, com múltiplos preço/lucro (P/L, relação entre o preço da ação e o lucro da empresa; quanto maior, mais “cara” a ação costuma parecer) acima de 60 para muitas líderes do mercado. Esse cenário favorece estratégias de “collar” (combinação de comprar put para proteção e vender call para reduzir o custo, limitando ganhos e perdas) em índices com foco em tecnologia, como o Nasdaq 100, para proteger ganhos e limitar o potencial de alta. À medida que o apetite por risco melhorou em 2025, o índice do dólar enfraqueceu bastante. Hoje, o quadro é diferente: a inflação dos EUA, que vem difícil de cair (“persistente”), reportada por último em 3,1%, está mantendo o dólar forte. Operadores devem acompanhar de perto as próximas falas de bancos centrais, pois qualquer sinal de caminho diferente do Fed (Federal Reserve, banco central dos EUA) pode gerar movimentos fortes em opções de moedas (contratos de opção ligados ao câmbio), especialmente em pares como EUR/USD (euro contra dólar).
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