A maioria das economias da CEE registrou inflação mais branda em julho, com Tchéquia e Polônia como as principais exceções. Um pico temporário de preços ligado à guerra no Irã se transmitiu por meio de custos mais altos de petróleo, gás e eletricidade, embora a magnitude do choque tenha variado conforme a exposição à energia e as intervenções domésticas sobre preços. A inflação da Polônia subiu para 3,0% a/a em julho, ante 2,5% a/a em junho, após o governo encerrar medidas que limitavam aumentos no varejo de combustíveis; os preços de combustíveis saltaram 13,9% m/m, enquanto os preços de alimentos caíram pelo terceiro mês. Em outros países, a Hungria registrou inflação de 1,2% a/a, a Romênia desacelerou para 8,2% a/a, a Eslováquia arrefeceu para 3,3% a/a e os preços ao produtor na Croácia moderaram para 4,7% a/a; a indústria da Romênia contraiu -5,2% a/a em junho, enquanto o PIB da Polônia no 2T26 cresceu 3,8% a/a.
O banco central da Sérvia manteve a taxa básica em 5,75%, citando inflação abaixo do esperado, ao mesmo tempo em que apontou riscos ligados ao preço do petróleo e ao cenário geopolítico e uma projeção de inflação para 2026 mais baixa do que a de maio. Na Romênia, a perspectiva para juros é moldada por um movimento para abaixo da taxa de referência mais adiante no ano, junto com a expectativa de a inflação cheia se aproximar de 5,9% até o fim do ano. Os yields de títulos foram, em geral, mais baixos na região, com exceção de Tchéquia e Polônia, onde os yields subiram, e o zloty polonês se enfraqueceu na semana.
Estratégias de Juros e Perspectiva de Inflação
Recomendamos que traders de derivativos foquem em pagar fixo em swaps de taxa de juros (IRS) da Polônia e da Tchéquia nas próximas semanas, à medida que as divergências de inflação aumentam. O forte crescimento do PIB da Polônia no 2T de 2026, de 3,8%, e o salto da inflação em julho para 3,0% sugerem que o banco central manterá os juros em patamar elevado. Vender agora futuros de títulos poloneses oferece um hedge sólido contra a alta dos yields, que já avançaram nesta semana.
Em contraste, vemos uma oportunidade atrativa para receber fixo em IRS em forint húngaro (HUF), já que a inflação caiu para 1,2% a/a em julho, mínima. Com o Banco Nacional da Hungria inclinado a promover novo afrouxamento monetário, os yields dos títulos de 10 anos da Hungria têm espaço para cair a partir do nível atual de 6,2%. Montar posição vendida em HUF contra o EUR via estratégias de opções de curto prazo também pode gerar ganhos à medida que os diferenciais de juros se comprimem.
Para a Romênia, onde a inflação recuou para 8,2% a/a, sugerimos montar posições recebedoras em swaps de taxa de juros de 1 ano e 2 anos. Dados históricos de ciclos anteriores de desinflação na Romênia mostram que os yields caem rapidamente quando a inflação fica abaixo da taxa de referência, o que esperamos que ocorra à medida que a inflação cheia recue em direção a 5,9% até dezembro. Isso torna o posicionamento para cortes de juros no fim de 2026 altamente atrativo antes de o mercado precificar totalmente a guinada do banco central.
Derivativos de Energia e Riscos de Oferta
Também recomendamos assumir posições compradas em derivativos regionais de energia devido a severas disrupções de oferta causadas pela seca no rio Danúbio. Assim como na crise energética europeia de 2022, quando níveis baixos de água forçaram reatores nucleares a reduzir a produção, a paralisação do reator da Romênia vai apertar a rede regional de energia. Comprar futuros de energia HUDEX (Hungria) para os contratos do outono que se aproxima é um movimento tático inteligente para capturar picos de preços iminentes.
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