Choque geopolítico e reação do mercado
O Irã negou que existam negociações, e o Estreito de Ormuz (rota marítima estratégica de escoamento de petróleo) segue fechado para a maior parte do tráfego de navios-tanque (navios que transportam petróleo). O conflito já dura quatro semanas. O Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) manteve os juros entre 3,50% e 3,75% em 18 de março. As projeções colocam o índice de preços PCE (medida de inflação usada pelo Fed, baseada nos gastos de consumo) em 2,7% no ano, com um corte de juros ainda previsto para 2026. No gráfico de 5 minutos, o DXY à vista (preço atual) está em 99,12 e abaixo da EMA de 200 períodos (média móvel exponencial, um indicador que suaviza o preço e dá mais peso aos dados recentes) perto de 99,33. A resistência (região onde o preço tende a “travar” ao subir) fica em 99,20, depois 99,33 e 99,45, enquanto o suporte (região onde o preço tende a “segurar” ao cair) está em 99,10 e depois 98,90. A forte oscilação do DXY mostra como o mercado está sensível a notícias geopolíticas, dificultando apostas em uma direção única. A faixa intradiária (oscilação dentro do dia) de 125 pontos indica que a volatilidade implícita (volatilidade esperada “embutida” no preço) nas opções de moedas, principalmente em pares com USD, deve subir nos próximos dias. Traders (operadores) devem se preparar para mais movimentos bruscos com relatos conflitantes dos EUA e do Irã.Implicações para trading e estratégia
Como o conflito pode melhorar rápido ou piorar de repente, estratégias de “comprar volatilidade” parecem mais adequadas. Uma ideia é comprar straddles ou strangles “no dinheiro” (estratégias com opções para ganhar com um movimento grande para cima ou para baixo; no dinheiro = preço de exercício perto do preço atual) em futuros do índice do dólar ou em pares como EUR/USD. Dados da Cboe (bolsa conhecida por opções) mostram que o seu índice de volatilidade de câmbio, o FXV (medidor de estresse/volatilidade no mercado de moedas), costuma subir em períodos de tensão geopolítica, indicando que os prêmios de opções (o preço pago pela opção) já refletem um risco alto de movimento. A postura “hawkish” do Fed (mais dura, priorizando combate à inflação com juros altos), reforçada por inflação ainda elevada como o CPI de 3,1% em janeiro de 2025 (CPI = índice de preços ao consumidor), dá sustentação ao dólar. Um acordo de paz real poderia derrubar o petróleo, aliviar o medo de inflação e abrir espaço para mais cortes de juros, o que seria negativo para o dólar. Se as conversas falharem, o petróleo pode voltar acima de US$ 100, mantendo o Fed com juros altos e empurrando o DXY para as máximas recentes. Traders podem usar os níveis técnicos para montar posições. Por exemplo, comprar opções de venda (puts, que ganham com queda) com preço de exercício perto do suporte em 98,90 pode ser uma forma mais barata de apostar em avanço diplomático. Já uma quebra confirmada acima da resistência em 99,33 pode servir como gatilho para iniciar estratégias com opções de compra (calls, que ganham com alta), mirando um novo teste de 100,00. Além do dólar, a queda forte do petróleo abre oportunidades em outras classes de ativos. Opções de ETFs (fundos negociados em bolsa) do setor de energia devem ter mais movimento, com traders se posicionando para uma queda mais longa ou uma recuperação rápida. Também vale acompanhar moedas de países exportadores de petróleo: o dólar canadense e a coroa norueguesa estão sob pressão e podem cair mais se o petróleo continuar fraco. Crie sua conta ao vivo na VT Markets e comece a operar agora.
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