Escalada e segurança regional
A Guarda Revolucionária do Irã (IRGC, uma força militar de elite do país) disse que iria mirar o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu enquanto o conflito com os EUA e Israel continua. “Vamos continuar a persegui-lo e matá-lo com força total”, disse no domingo no site Sepah News. O Irã também acusou “o inimigo” de usar drones parecidos (aeronaves sem piloto controladas à distância) para atacar países vizinhos e jogar a culpa em Teerã. Isso ocorreu após ataques de retaliação (respostas militares) pelo Oriente Médio. Antes da abertura semanal do mercado na segunda-feira, traders (operadores que compram e vendem ativos) podem migrar para uma postura de aversão a risco (quando investidores preferem ativos mais seguros). O petróleo e o dólar dos EUA podem receber novas compras. Com o conflito renovado e ataques diretos, esperamos um aumento forte na volatilidade (oscilações rápidas de preço). O índice VIX (indicador de “medo” do mercado, baseado no preço de opções do S&P 500) já subiu 15% nas negociações noturnas para acima de 21, um nível pouco frequente desde a tensão bancária regional vista no início de 2025. Por isso, consideramos comprar opções de compra (call, contrato que dá o direito de comprar a um preço definido) no VIX ou opções de venda (put, contrato que dá o direito de vender a um preço definido) em índices como o S&P 500 para proteção contra novas quedas.Petróleo, dólar e proteção contra volatilidade
O mercado de petróleo é o mais afetado por essa instabilidade, com os contratos futuros (acordos para comprar/vender no futuro a um preço definido) do Brent passando de US$ 98 por barril, o maior nível desde o outono passado. Como mais de 20% do petróleo global passa perto da zona de conflito pelo Estreito de Ormuz, qualquer interrupção pode elevar muito os preços. Assim, comprar calls de maio e junho em futuros de petróleo (WTI ou Brent) ou em ETFs (fundos negociados em bolsa) do setor de energia, como o XLE, parece uma estratégia principal. Essa situação costuma fortalecer o dólar dos EUA como ativo de proteção (quando investidores buscam segurança). O Índice do Dólar (DXY, medida do dólar contra uma cesta de moedas) já rompeu o nível 106, o ponto mais forte do ano, com o capital buscando segurança. Isso torna posições compradas (apostar na alta) em futuros de USD ou calls em ETFs de moedas uma alternativa frente a moedas mais sensíveis ao risco. Olhando as reações do mercado no pico inicial no fim de 2025, o choque foi seguido por semanas de incerteza que prejudicaram ativos de risco (como ações). Porém, os ataques diretos em território iraniano, e não em forças aliadas, são uma escalada relevante que o mercado ainda não refletiu totalmente nos preços. Isso sugere que a postura defensiva pode precisar durar mais. Além da proteção ampla do mercado, alguns setores devem sofrer com energia mais cara e incerteza geopolítica. Companhias aéreas, empresas de transporte marítimo e ações de consumo discricionário (gastos não essenciais) parecem mais vulneráveis agora. Montar posições com puts ou vender spreads de call (estratégia com opções que limita ganho e reduz custo, vendendo uma call e comprando outra em preço diferente) nesses setores pode ajudar a proteger a carteira (conjunto de investimentos) nas próximas semanas.
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