O euro se recuperou frente ao dólar na terça-feira, à medida que o reposicionamento de fim de mês amenizou a reação do Greenback a indicadores mais firmes nos EUA. O EUR/USD estava perto de 1,1415 após tocar a mínima intradiária de 1,1382. As vagas de emprego JOLTS nos EUA subiram marginalmente para 7,594 milhões em maio, ante 7,585 milhões (revisado) em abril, acima das projeções de 7,3 milhões, enquanto o índice de confiança do consumidor do Conference Board avançou para 91,2 em junho, ante 90,6 (revisado para baixo), mas ficou abaixo do consenso de 94,7.
O índice do dólar (DXY) operava ao redor de 101,23 após máxima intradiária de 101,43 e seguia no caminho de uma segunda alta mensal consecutiva, deixando o EUR/USD a caminho de uma segunda queda mensal seguida. As cotações implícitas indicavam 67% de probabilidade de alta de juros em setembro na ferramenta CME FedWatch, à medida que as expectativas hawkish para o Federal Reserve persistiam, juntamente com a incerteza sobre uma próxima rodada de negociações EUA-Irã em Doha, onde emissários chegaram, mas não há reunião direta agendada.
Do lado do euro, as expectativas de novo aumento de juros pelo Banco Central Europeu ficaram menos certas, já que a queda dos preços do petróleo reduziu as preocupações com inflação, com formuladores de política oferecendo visões diferentes sobre efeitos de segunda rodada e o horizonte para aperto adicional.
Força do dólar e divergência de política
Em 1º de julho de 2026, vemos o dólar manter força frente ao euro, com o par EUR/USD sendo negociado ao redor de 1,0850. O índice do dólar (DXY) está firme perto de 105,50, enquanto os mercados ponderam as diferenças de política entre o Federal Reserve e o Banco Central Europeu. Essa divergência nas perspectivas dos bancos centrais será o principal motor dos mercados de câmbio nas próximas semanas.
Estamos acompanhando de perto o relatório de payroll (Nonfarm Payrolls, NFP) dos Estados Unidos, que será divulgado nesta semana. As projeções atuais apontam para um ganho moderado de cerca de 165.000 empregos, número que confirmaria um arrefecimento gradual do mercado de trabalho americano. Isso vem após a leitura do núcleo do CPI (Core CPI) do mês passado mostrar inflação em 2,8%, ainda teimosamente acima da meta de 2% do Fed, porém bem abaixo dos picos observados alguns anos atrás.
A inflação persistente, ainda que menor, torna o Federal Reserve cauteloso em cortar os juros rápido demais — uma lição do período inflacionário do início dos anos 2020. A ferramenta CME FedWatch agora indica que vemos 55% de probabilidade de um único corte de juros até a reunião de dezembro de 2026. Essa incerteza sugere que o Fed seguirá altamente dependente dos dados, tornando relatórios de emprego e inflação eventos críticos para os mercados.
Inflação na Zona do Euro e estratégias de negociação
Do outro lado do Atlântico, o quadro é diferente: as últimas leituras do núcleo do HICP (Core HICP) na Zona do Euro permanecem em 3,1%. Essa inflação mais resistente significa que o Banco Central Europeu não está em posição de sinalizar cortes de juros tão cedo. Esse contraste ajuda a sustentar o euro, evitando uma queda mais acentuada frente ao dólar.
Diante desse pano de fundo, acreditamos que a melhor abordagem para traders de derivativos é se preparar para volatilidade em torno de divulgações-chave. Um NFP mais fraco do que o esperado pode elevar rapidamente as chances de corte de juros e enfraquecer o dólar, enquanto um número forte reforçaria a postura paciente do Fed. Consideramos estratégias com opções, como a compra de straddles, para se beneficiar de um movimento relevante de preço em qualquer direção, sem apostar no resultado do relatório de emprego.
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