O euro subiu 0,36%, para cerca de 1,1410, frente ao dólar americano na sessão europeia de segunda-feira, à medida que as operações de “risk-on” reduziram a demanda por ativos de proteção. Os futuros de ações acompanharam o movimento, com os futuros do S&P 500 avançando quase 1%, para perto de 7.485, enquanto o Índice do Dólar (DXY) recuou 0,25%, para próximo de 101,20. A mudança de humor veio após uma pausa nas ações militares entre os EUA e o Irã, depois que os militares americanos informaram que a lista de alvos para o Irã teria sido esgotada.
Os mercados também estão focados na decisão do Federal Reserve na quarta-feira, quando o Fed deve manter os juros inalterados na faixa de 3,50% a 3,75%. Na zona do euro, a atenção se volta para a prévia (“flash”) do Índice Harmonizado de Preços ao Consumidor (HICP) de julho, que sai na sexta-feira — dado acompanhado de perto por suas implicações para as expectativas de juros do Banco Central Europeu (BCE). A comunicação do BCE tem apontado para riscos inflacionários de alta, com menções a pressões ligadas à energia que poderiam manter a inflação acima da meta até o primeiro semestre de 2027.
Operações de Momentum Após Pausa Geopolítica
Com o EUR/USD avançando na direção de 1,1410 e o Índice do Dólar recuando para 101,20, vemos um ambiente propício para operadores de derivativos capturarem “momentum” de curto prazo. A pausa temporária nas tensões geopolíticas desencadeou uma ampla onda de apetite por risco, levando os futuros do S&P 500 a perto de 7.485. Recomendamos o uso de “bull call spreads” de curto prazo no euro para aproveitar essa alta, limitando o custo do prêmio.
Estratégias Orientadas por Eventos em Meio à Incerteza de Bancos Centrais
A reunião do Federal Reserve nesta quarta-feira é muito aguardada, com a taxa de juros amplamente esperada para permanecer estável em 3,50% a 3,75%. Como o presidente do Fed, Kevin Warsh, deixou a orientação futura (“forward guidance”) em segundo plano, devemos esperar picos repentinos de volatilidade no câmbio se a coletiva trouxer alguma surpresa. Os traders podem explorar essa incerteza comprando “straddles” próximos ao dinheiro (“near-the-money”) no Índice do Dólar antes do anúncio de quarta-feira.
Na sexta-feira, será divulgada a leitura preliminar do HICP de inflação de julho na zona do euro, que deve influenciar fortemente as próximas decisões de juros do Banco Central Europeu. Com a presidente do BCE, Christine Lagarde, alertando que choques de energia podem manter a inflação elevada bem dentro de 2027, o horizonte de juros implícitos do euro segue relativamente mais “hawkish”. Sugerimos comprar opções de compra (calls) de EUR com vencimentos mais longos para se beneficiar dessa divergência de política monetária ao longo das próximas semanas.
Embora a pausa militar tenha arrefecido o “termômetro do medo” do mercado, os riscos geopolíticos podem voltar a se intensificar sem aviso. Historicamente, choques súbitos de petróleo e energia podem fazer a volatilidade implícita em opções de ações saltar mais de 30% em apenas algumas sessões. Para se proteger contra uma reversão repentina do atual movimento de “risk-on”, devemos acumular opções de venda (puts) baratas, fora do dinheiro (“out-of-the-money”), no S&P 500.
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