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EUR/USD sobe à medida que o dólar recua em meio a esperanças de arrefecimento no Oriente Médio, encerrando a sequência de cinco dias de queda do euro

by VT Markets
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Mar 31, 2026
EUR/USD subiu na terça-feira, pois o Dólar americano enfraqueceu após uma alta recente, encerrando a sequência de cinco dias de queda do Euro. O par foi negociado perto de 1,1551, com alta de quase 0,75% no dia, mas ainda caminhava para fechar o mês em baixa por causa das tensões no Oriente Médio. O Índice do Dólar americano (US Dollar Index, uma medida do valor do Dólar contra uma cesta de moedas) ficou perto de 99,90 após atingir 100,64, a máxima em dez meses, mais cedo na sessão. A queda veio após melhora do apetite por risco (maior disposição do mercado para investir em ativos mais arriscados), depois que o Wall Street Journal informou que Donald Trump disse a assessores que está disposto a encerrar a campanha militar dos EUA contra o Irã, mesmo que o Estreito de Hormuz permaneça em grande parte fechado.

Recuo do Dólar e mudança no apetite por risco

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, disse que o país está pronto para encerrar a guerra, mas quer garantias, enquanto ataques no Golfo continuaram. O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, disse que “os próximos dias serão decisivos” e que “não há nada que o Irã possa fazer a respeito”. Os preços do petróleo subiram forte com o risco de interrupção da oferta pelo Estreito de Hormuz, e a inflação da zona do euro passou da meta de 2% do BCE (Banco Central Europeu). O HICP (Índice Harmonizado de Preços ao Consumidor, um índice de inflação usado na União Europeia) subiu 1,2% em março na comparação mensal, ante 0,6%, enquanto a inflação anual subiu para 2,5% de 1,9%, abaixo da previsão de 2,7%. O HICP núcleo (inflação “sem itens muito voláteis”, como energia e alimentos) subiu 0,8% no mês, com taxa anual em 2,3%, abaixo da previsão de 2,4% e do número anterior. O mercado ainda precifica cerca de duas altas de juros do BCE até o fim do ano, enquanto espera que o Fed (Federal Reserve, o banco central dos EUA) mantenha os juros praticamente sem mudanças durante a maior parte de 2026. A queda do Dólar a partir das máximas recentes abre uma chance no curto prazo. Essa melhora está ligada a relatos de possível fim da campanha dos EUA contra o Irã, o que reduziu o medo do mercado por enquanto. A volatilidade (o quanto os preços oscilam), medida pelo índice VIX (um indicador de “medo” do mercado), que passou de 30 na semana passada, começa a recuar, deixando o cenário mais claro para operações de curto prazo. Vemos os dados recentes de inflação da zona do euro como o principal motor da força do Euro. A inflação de março em 2,5% aumenta a pressão sobre o BCE, tornando mais provável novas altas de juros. Isso coloca o BCE em caminho diferente do Fed, um cenário comum para valorização de um par de moedas.

Estratégia de operação e gestão de risco

Para traders (operadores), este ambiente favorece posições compradas (apostar na alta) em EUR/USD, mas o quadro segue frágil. Usar opções (contratos que dão o direito, mas não a obrigação, de comprar ou vender) como comprar call spreads no EUR/USD (estratégia com opções de compra, comprando uma e vendendo outra para reduzir custo e limitar ganhos e perdas) pode ser uma forma prudente de buscar alta com risco limitado. Isso ajuda a proteger contra uma virada rápida se as tensões no Oriente Médio piorarem e fizerem o Dólar disparar. Fique atento aos preços do petróleo, pois eles são o principal gatilho deste movimento. Com o Brent (referência internacional do petróleo) tendo sido negociado recentemente acima de US$ 115 por barril, qualquer notícia do Estreito de Hormuz afetará diretamente as expectativas de inflação e a política dos bancos centrais. O mercado futuro (contratos para comprar/vender no futuro) indica custos altos de energia por pelo menos os próximos dois trimestres (períodos de três meses). Do outro lado, o Federal Reserve parece preso em um modo de espera. Dados recentes dos EUA, como o núcleo do PCE (um índice de inflação baseado nos gastos das famílias, acompanhado de perto pelo Fed) que vem caindo de forma constante para perto de 2,1%, dão espaço para esperar. Essa diferença de política com um BCE mais duro com a inflação (hawkish, ou seja, mais inclinado a subir juros) é a principal razão para preferirmos o Euro ao Dólar nas próximas semanas.

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