Risco Geopolítico E Preços De Energia
O apetite por risco (maior disposição do mercado para investir em ativos mais arriscados) melhorou, mas a tensão continuou no Estreito de Ormuz durante um bloqueio naval dos EUA. O Washington Post informou que o Pentágono está se preparando para enviar milhares de tropas extras ao Oriente Médio nos próximos dias. Os mercados também avaliaram a inflação ligada ao petróleo (alta de preços causada por energia mais cara) e o que isso pode significar para os juros do BCE e do BoE. Com energia mais cara, investidores passaram a considerar possíveis altas de juros pelos dois bancos centrais. A inflação da Zona do Euro foi vista como mais controlada do que no Reino Unido, o que apoiou o Euro. Se o preço do petróleo cair com avanços nas conversas entre EUA e Irã, a pressão para apertar a política monetária (subir juros para frear a economia e conter a inflação) pode diminuir. O BoE é visto como mais propenso a ir para uma política mais frouxa (cortar juros) do que o BCE. A Produção Industrial da Zona do Euro subiu 0,4% em fevereiro na comparação com janeiro (mês a mês), acima da previsão de 0,3%, e reverteu a queda de -0,8%. Mais tarde, autoridades do BCE e do BoE devem falar, e os dados de PIB do Reino Unido de fevereiro e a inflação da Zona do Euro saem na quinta-feira.Olhando Para 2025
Olhando para 2025, vimos o mercado preso à possibilidade de um acordo entre EUA e Irã e ao efeito disso no preço do petróleo, o que manteve o EUR/GBP perto de 0,8700. Hoje, o foco saiu desse ponto específico de tensão geopolítica e foi para a inflação persistente que ficou, especialmente no Reino Unido. O par agora está mais baixo, perto de 0,8550, enquanto o mercado avalia quem vai cortar os juros primeiro. A diferença (divergência) esperada no ano passado está acontecendo, mas não como previsto. A inflação do Reino Unido segue resistente, com os dados mais recentes de março de 2026 mostrando o CPI (Índice de Preços ao Consumidor, medida padrão de inflação) em 3,2%, bem acima da meta do Banco da Inglaterra. Em contraste, a inflação da Zona do Euro caiu de forma mais eficiente e está em 2,4%, dando ao Banco Central Europeu mais espaço para agir. Essa diferença de inflação faz o mercado esperar menos cortes de juros do Banco da Inglaterra neste ano do que do BCE. Os mercados de derivativos (produtos financeiros cujo valor depende de outro ativo, como juros ou câmbio) apontam para cerca de 50 pontos-base de cortes (ponto-base = 0,01 ponto percentual; 50 pontos-base = 0,50%) pelo BoE até o fim do ano, contra quase 75 pontos-base pelo BCE. Essa diferença de política deve continuar ajudando o Euro contra a Libra. Dados recentes reforçam essa visão de fraqueza relativa no Reino Unido. O país acabou de registrar um PIB fraco em fevereiro de 2026, com crescimento de apenas 0,1%, destacando pressões de estagflação (crescimento fraco com inflação alta). Enquanto isso, a produção industrial da Zona do Euro mostrou sinais moderados de estabilização, evitando uma visão mais negativa. Para traders de derivativos, isso sugere uma posição buscando alta gradual do EUR/GBP nas próximas semanas. Comprar opções de compra (call: contrato que dá o direito de comprar o ativo a um preço definido até uma data) de EUR/GBP com vencimento entre um e três meses pode ser uma estratégia para aproveitar esse movimento esperado. Isso limita perdas na queda (proteção) e mantém exposição à alta ligada à diferença de política dos bancos centrais. Crie sua conta real na VT Markets e comece a operar agora.
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