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Estrategistas do Scotiabank dizem que os mercados dos EUA aguardam dados que moldarão a perspectiva do Federal Reserve antes do FOMC de março

by VT Markets
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Mar 5, 2026
A atenção está nos dados que chegam dos EUA e na perspectiva do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) antes da reunião do FOMC (Comitê Federal de Mercado Aberto, órgão do Fed que decide os juros) em 18 de março. As aparições de dirigentes são limitadas antes do “apagão” de comunicação (período em que o Fed evita declarações públicas antes da reunião), que começa no sábado. Os pedidos iniciais e contínuos de seguro-desemprego (número de pessoas que solicitam benefício de desemprego pela primeira vez e as que continuam recebendo) enfraqueceram, sugerindo um mercado de trabalho resistente. Isso reduz um argumento para cortar juros no curto prazo.

Precificação de cortes de juros em foco

Os mercados de juros de curto prazo (contratos e títulos que refletem expectativas para a taxa básica nos próximos meses) estão precificando cerca de 40 bps (pontos-base; 1 bp = 0,01 ponto percentual) de queda de juros em 2025. Eles não projetam mudança de política em março ou abril e apontam pouco menos de 10 bps de queda até junho. Um corte de 25 bps (0,25 ponto percentual) só aparece totalmente precificado em setembro. As expectativas ficaram mais moderadas após dados mais fortes e o conflito EUA/Irã. Relatórios recentes do ISM (Institute for Supply Management, pesquisa com empresas sobre atividade; acima de 50 indica expansão) mostram melhora do sentimento tanto na indústria quanto em serviços. Os dados indicam retomada do ritmo da atividade econômica nos EUA.

Paralelo histórico e implicações para o mercado

Algo parecido ocorreu no início de 2025, quando relatórios econômicos fortes levaram a uma grande reprecificação (mudança rápida nos preços para refletir novas expectativas) das apostas de cortes de juros do Fed. Na época, dados resistentes de emprego e números fortes do ISM fizeram o mercado adiar o primeiro corte para mais tarde no ano. Esse paralelo ajuda a entender o cenário atual. O foco continua nos dados que estão chegando, e os números recentes sustentam uma postura mais cautelosa do Fed. O relatório de empregos de fevereiro mostrou alta sólida de 275.000 vagas (payrolls, medida de empregos fora do setor agrícola), mantendo o desemprego em 3,7%. Além disso, o CPI (índice de preços ao consumidor, medida de inflação) de janeiro mostrou a inflação “núcleo” (core, que exclui itens mais voláteis como alimentos e energia) ainda resistente em 2,8%, acima da meta do Fed. Os mercados entram na reunião de 17 de março do FOMC com pouca orientação, já que as autoridades estão no período de “apagão”. Os mercados de juros de curto prazo, como mostrado pelo CME FedWatch Tool (ferramenta que estima probabilidades de decisões do Fed a partir de preços de contratos futuros), agora precificam mais de 95% de chance de o Fed manter os juros neste mês. Um corte completo de 25 pontos-base só está totalmente precificado para a reunião de julho, uma mudança forte em relação a dois meses atrás. Essa incerteza sugere que estratégias com opções (contratos que dão o direito, mas não a obrigação, de comprar ou vender um ativo a um preço definido) em futuros de juros (contratos para negociar uma taxa de juros em uma data futura) podem ser úteis. Traders podem considerar comprar straddles (compra simultânea de opção de compra e de venda no mesmo preço de exercício) ou strangles (compra de opções de compra e venda, mas com preços de exercício diferentes) em futuros de SOFR de junho (taxa de referência de curto prazo dos EUA, baseada em operações garantidas no mercado). Isso busca aproveitar a volatilidade (oscilações de preço) em torno de próximos dados de inflação. Essas posições podem ganhar tanto se os dados vierem bem acima (“quentes”) quanto bem abaixo (“frios”) do esperado, forçando uma reprecificação do caminho de juros do Fed. Com cortes de juros ficando mais distantes, a parte curta da curva de juros (yield curve; relação entre taxas e prazos, com “parte curta” nos vencimentos próximos) tende a permanecer elevada. Isso torna relevantes operações de carry (estratégia que busca ganhar com a diferença entre juros de prazos/ativos), como vender futuros de juros de curto prazo e comprar os de prazo mais longo. O adiamento do ciclo de queda de juros reforça a ideia de que as taxas curtas ficarão altas por mais tempo do que se imaginava. Crie sua conta real na VT Markets e comece a operar agora.

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