Estrategistas do OCBC afirmam que os dados de emprego dos EUA e as tensões no Oriente Médio estão impulsionando o dólar, aumentando os riscos de alta

by VT Markets
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Mar 6, 2026
Os dados recentes do mercado de trabalho dos EUA e o aumento das tensões no Oriente Médio deram força ao dólar americano. Os números mostraram que os pedidos de seguro-desemprego (solicitação semanal de ajuda por desemprego) ficaram mais estáveis e que houve uma forte queda nas demissões anunciadas antes de um relatório importante sobre empregos. As demissões anunciadas pela Challenger (empresa que mede demissões anunciadas por companhias) caíram 72% na comparação anual, para 48,3 mil em fevereiro. A média móvel de 12 meses (média que suaviza as variações ao longo do último ano) recuou para 93,1 mil.

Labor Market Signals

Os pedidos iniciais de seguro-desemprego ficaram em 213 mil, um pouco abaixo do esperado. As contratações continuaram fracas, mas os dados indicaram um mercado de trabalho mais estável. Os mercados estavam atentos ao relatório de emprego, com projeção de alta de 55 mil nas folhas de pagamento não agrícolas (total de empregos fora do setor agrícola). A taxa de desemprego deveria ficar em 4,3%. Um resultado de empregos acima do esperado poderia reduzir o medo de desaceleração nos EUA, mesmo com preços de energia altos. Um número fraco poderia aumentar a preocupação com o crescimento, por causa da incerteza no mercado de energia e das mudanças ligadas à IA (inteligência artificial, uso de sistemas que automatizam tarefas e podem substituir alguns trabalhos). Se o número de empregos vier forte o bastante, o Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) pode adotar uma postura mais “neutra”, em que o próximo passo pode ser tanto cortar quanto subir os juros. Isso seria diferente da tendência recente de reduzir juros e poderia sustentar o dólar.

Implications For Fed Policy

O relatório de empregos mais forte que o esperado mudou o cenário e confirmou a ideia de que a economia dos EUA continua resistente. As folhas de pagamento não agrícolas de fevereiro vieram em 185 mil, bem acima da projeção de 55 mil, e a taxa de desemprego caiu para 4,2%. Esses dados reduzem a preocupação imediata com o crescimento e dão apoio ao dólar. Esse resultado obriga a rever o caminho do Fed, aproximando-o de uma postura mais equilibrada. O mercado está rapidamente diminuindo a chance de cortes de juros no segundo semestre: os futuros de Fed funds (contratos que indicam a expectativa do mercado para a taxa básica do Fed) agora apontam menos de 20% de chance de corte antes de julho. Isso sinaliza que o próximo movimento do Fed pode ser tanto uma alta quanto um corte de juros, ao contrário da tendência anterior de afrouxar a política. Para quem opera derivativos (contratos cujo preço depende de outro ativo, como ações ou juros), isso sugere apostar em mais volatilidade (maior oscilação de preços), já que o mercado perde uma orientação clara de juros mais baixos. O índice VIX (medida de “medo” do mercado, baseada na volatilidade esperada do S&P 500) já subiu de 14 para acima de 18, e a incerteza pode continuar nos juros. Pode fazer sentido considerar straddles ou strangles comprados (estratégias com opções que ganham com grande oscilação, para cima ou para baixo) em índices de ações e em ETFs de títulos do Tesouro (fundos negociados em bolsa que acompanham títulos do governo dos EUA) para aproveitar movimentos maiores nas próximas semanas. Também pode ser adequado buscar continuidade da força do dólar usando opções (contratos que dão o direito de comprar ou vender a um preço definido). Comprar opções de compra (call, opção que ganha valor quando o preço sobe) no índice do dólar (DXY, indicador do dólar contra uma cesta de moedas) é uma forma direta, com risco limitado, de se beneficiar de uma possível alta. Isso é mais atraente contra moedas cujos bancos centrais, como o BCE (Banco Central Europeu), seguem mais inclinados a manter juros baixos. Essa força econômica ocorre junto com o aumento das tensões no Oriente Médio, que estão elevando os preços de energia e podem complicar as decisões de juros. Com o petróleo Brent (referência global de preço do petróleo) acima de US$ 95 por barril por novas interrupções no transporte marítimo, cresce o risco de um choque inflacionário de energia (alta de preços causada pela energia). Isso reforça o dólar como moeda de rendimento mais alto e como “porto seguro” (ativo procurado em momentos de risco). Crie sua conta ao vivo na VT Markets e comece a operar agora.

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