Preços de energia e risco geopolítico
A análise relacionou preços de energia instáveis e tensões entre países com maior busca por ativos de proteção (safe haven, investimentos vistos como “porto seguro” em crise) e apoio ao dólar americano. Também citou o conflito no Oriente Médio como parte do cenário de risco. Na alocação de ativos (como distribuir os investimentos), o HSBC disse estar com posição acima do normal em ações (equities, participação em empresas) dos EUA e globais, citando lucros fortes e fatores de apoio no longo prazo. Também afirmou que o risco de estagflação (crescimento fraco com inflação alta ao mesmo tempo) nos EUA segue baixo. Em renda fixa (fixed income, investimentos de juros como títulos), o HSBC disse estar neutro em Treasuries (títulos do governo dos EUA) porque os rendimentos (yields, retorno do título) tendem a ficar em uma faixa. Prefere bonds corporativos de grau de investimento (investment grade, empresas com menor risco de calote) pelo retorno, e dívida de emergentes em moeda local (títulos de países emergentes emitidos na própria moeda) para diversificação, além de alocar em ouro e ativos alternativos (investimentos fora do comum, como fundos e estratégias diferentes).Implicações de negociação para juros e volatilidade
Embora a inflação seja uma preocupação, o mercado de trabalho também mostra sinais leves de desaceleração: o último relatório de empregos em fevereiro de 2026 adicionou apenas 150.000 vagas e ficou abaixo do esperado. Esse risco duplo mantém o Fed parado e reduz a chance de estagflação no curto prazo. Isso sustenta a visão de ter mais ações, já que o desempenho das empresas segue forte apesar da menor demanda por trabalho. Ações recentes no Oriente Médio empurraram o WTI (West Texas Intermediate, referência de preço do petróleo nos EUA) para perto de US$ 98 por barril, aumentando a preocupação com inflação e a busca por proteção. Esse cenário tende a dar suporte ao dólar. Operadores podem considerar posições compradas (ganham se subir) em futuros de USD (contratos para negociar o dólar no futuro) ou opções de compra (call options, direito de comprar a um preço definido) em ETFs (fundos negociados na bolsa) que acompanham o dólar, enquanto a alta volatilidade no petróleo (oscilações mais fortes de preço) cria oportunidades para estratégias de vender prêmio (premium-selling, vender opções para receber o valor pago nelas). A visão para ações segue positiva, pois as empresas mostraram resistência ao superar projeções de lucro em cerca de 5% na média na temporada de resultados do 4º trimestre de 2025. Forças estruturais (fatores de longo prazo) devem continuar apoiando o mercado mesmo com a desaceleração do crescimento. Isso favorece estratégias como comprar spreads de call (compra e venda de calls em preços diferentes para limitar custo e risco) em índices principais ou vender spreads de put fora do dinheiro (out-of-the-money, opções que hoje não valeriam se fossem exercidas) para receber prêmio. Em renda fixa, o rendimento do Treasury de 10 anos parece preso numa faixa de 4,10% a 4,40%, o que reduz o apelo de apostas grandes em uma direção. Há melhores oportunidades em bonds corporativos e o ouro pode servir como proteção (hedge, forma de reduzir perdas em cenários ruins) contra incerteza. Posições com derivativos (contratos cujo valor depende de outro ativo, como opções e futuros) podem incluir comprar opções de compra em ETFs de ouro para proteção contra choques geopolíticos e dados de inflação inesperados.
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