Risco no Estreito de Ormuz e dependência de energia do Japão
Cerca de 90% das importações de petróleo bruto (petróleo antes de ser refinado) do Japão passam pelo Estreito de Ormuz. Isso aumentou a preocupação com os efeitos na economia japonesa se a interrupção continuar. Benjamin Netanyahu disse que orientou autoridades a iniciarem negociações diretas com o Líbano o mais rápido possível. Um funcionário do Departamento de Estado dos EUA disse que as conversas entre Líbano e Israel ocorrerão na próxima semana em Washington, DC. Conversas entre EUA e Irã estavam programadas em etapas entre o fim da noite de sexta-feira e sábado. A expectativa de um cessar-fogo (pausa nos combates) ajudou a limitar a alta do preço do petróleo e reduziu a pressão sobre o iene. Um dólar mais forte pesou sobre a libra e ajudou a limitar o GBP/JPY. Mesmo assim, o par manteve tendência de alta, com recuos (quedas temporárias) vistos como limitados.Apoio do “carry trade” e posicionamento
Uma correção em 10 de abril, às 08:14 GMT (horário de Greenwich, usado como referência global), ajustou o movimento para uma máxima de dois meses perto de 213,85, e não uma máxima de um mês perto de 133,85. Lembramos de um cenário parecido por esta época em 2025, quando o GBP/JPY tentava passar de 213,00. As tensões no Estreito de Ormuz foram um fator importante, criando forte pressão negativa para a economia japonesa, que depende de energia importada. Essa fraqueza do iene acabou se confirmando e impulsionou a alta do par cruzado (par de moedas que não inclui o dólar) na segunda metade daquele ano. O principal motivo da fraqueza do iene segue sendo o grande diferencial de juros (diferença entre as taxas de juros de dois países), ainda mais forte hoje. Com o Banco da Inglaterra mantendo juros em 5,5% para controlar a inflação (alta generalizada de preços), e o Banco do Japão elevando apenas para 0,1%, há pouco apoio para a moeda japonesa. Essa diferença continua deixando atrativo manter posições compradas (apostar na alta) em GBP/JPY por meio de carry trade (estratégia de pegar dinheiro em moeda com juros baixos e aplicar em moeda com juros mais altos para ganhar a diferença). O risco geopolítico (risco ligado a conflitos e decisões políticas entre países), destacado pelos eventos de 2025, continua sendo um ponto fraco importante para o iene. A dependência do Japão do petróleo do Oriente Médio não diminuiu; dados recentes do METI (Ministério da Economia, Comércio e Indústria do Japão) mostram que mais de 92% do fornecimento ainda passa pela região. Qualquer aumento de tensão pode provocar uma venda rápida do iene (queda por forte saída de investidores), repetindo o movimento de preços visto no ano passado.
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