Drivers Behind The Kiwi Decline
Custos mais altos de energia também pressionaram o Kiwi (apelido do dólar neozelandês) após o Estreito de Hormuz fechar em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio. O petróleo passou de US$ 80 por barril, o que pode aumentar o custo de importações da Nova Zelândia. O Dólar americano subiu com demanda por “porto seguro” (quando investidores buscam ativos considerados mais seguros) e por ajustes de posição antes do relatório de Nonfarm Payrolls (NFP, principal relatório de vagas criadas fora do setor agrícola) dos EUA. As projeções indicavam cerca de 59 mil empregos criados em fevereiro contra 130 mil em janeiro, com a taxa de desemprego vista em 4,3%. Se o NFP vier acima do esperado, pode reforçar a ideia de que os juros dos EUA vão ficar altos por mais tempo. Isso pode manter o NZD/USD pressionado no curto prazo. Olhando para o começo de 2025, vimos o Kiwi ter dificuldade perto de 0,5870, em grande parte porque o RBNZ mantinha a taxa em 2,25%. Hoje, o cenário mudou, com a OCR em 5,50% para combater a inflação persistente (alta de preços que demora a ceder). Essa mudança sugere que opções de venda (put options, contratos que ganham valor quando o preço cai) de longo prazo que deram certo naquela época podem não ser a aposta mais simples agora.Strategy Implications For Options Traders
A força do Dólar americano, que vimos durante as tensões geopolíticas de 2025, continua sendo um fator importante. O relatório de emprego de fevereiro recém-divulgado mostrou que os EUA criaram 195.000 vagas, acima do esperado, e mantiveram a taxa de desemprego baixa em 3,6%. Isso reforça a visão de que o Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) tem pouco motivo para cortar juros da faixa atual de 5,25%–5,50%, o que torna opções de compra (call options, contratos que ganham valor quando o preço sobe) no índice do dólar (DXY, indicador do valor do dólar contra uma cesta de moedas) uma proteção (hedge, forma de reduzir risco) interessante. Também vemos que os custos de energia, que levaram o petróleo acima de US$ 80 por barril durante o fechamento do Estreito de Hormuz no ano passado, seguem preocupando a economia da Nova Zelândia. Com o petróleo WTI (tipo de petróleo usado como referência) por volta de US$ 78 por barril, a dependência da Nova Zelândia de petróleo importado continua pesando sobre o Kiwi. Esse cenário pode abrir espaço para estratégias de “faixa” (range-bound, quando o preço fica oscilando dentro de um intervalo), como vender strangles de curto prazo (estratégia com duas opções: uma call e uma put fora do preço atual, para ganhar com baixa volatilidade) em NZD/USD, desde que não haja grandes choques de oferta (interrupções fortes na produção ou no transporte). A dinâmica atual é diferente da pressão mais “de um lado só” sobre o Kiwi em 2025, quando o RBNZ era mais “dovish” (mais inclinado a juros baixos) que o Fed. Com os dois bancos centrais mantendo juros altos, estamos em um ambiente de “hawkish hold” (manter juros altos para segurar a inflação). Isso reduz a influência do diferencial de juros (diferença entre as taxas dos dois países). Assim, a volatilidade implícita (volatilidade estimada pelo preço das opções) do par pode estar cara, o que pode criar uma oportunidade para operar vendido em volatilidade (buscar lucro com opções ficando mais baratas) nas próximas semanas.
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