Riscos de escalada no Golfo
Israel confirmou uma segunda rodada de ataques contra infraestrutura em Teerã. O Irã aumentou ataques a vizinhos do Golfo e avisou que vai mirar usinas de energia (locais que geram eletricidade) da região se suas próprias instalações sofrerem novos ataques. O petróleo caiu na segunda-feira depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, adiou por cinco dias ataques planejados a locais de energia do Irã, citando conversas com Teerã. Autoridades iranianas negaram isso, com o chanceler Abbas Araghchi negando contato e o presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, dizendo que não houve conversas. A interrupção no Estreito de Hormuz aumentou as preocupações, pois cerca de 20% do petróleo do mundo normalmente passa por ali. Parte do tráfego foi retomada sob controle rígido do Irã, e a Kpler (empresa que rastreia navios e cargas) informou que vários navios de LPG (GLP, gás liquefeito de petróleo, usado como gás de cozinha e combustível) cruzaram o estreito e seguem para a Índia. Agora vemos volatilidade extrema no mercado de petróleo, com o preço do WTI variando mais de 9% em um único dia antes de se estabilizar perto de US$ 91. Esse cenário é guiado por manchetes geopolíticas, e não por fatores tradicionais de oferta e demanda (produção e consumo). Nas próximas semanas, cada notícia do Oriente Médio pode virar um sinal para negociação. O fator central continua sendo o Estreito de Hormuz, por onde passa cerca de 21% do consumo mundial de líquidos de petróleo (petróleo e derivados líquidos). Embora alguns navios estejam atravessando, a situação lembra o ambiente de alto risco da “Guerra dos Petroleiros” dos anos 1980, quando até rumores de ataques causavam fortes altas de preço. É razoável supor que qualquer entrada direta da Arábia Saudita no conflito pode levar ao fechamento temporário desse ponto de passagem crítico.Estratégias com opções para volatilidade alta
Diante dessa incerteza, a volatilidade implícita (expectativa do mercado para as oscilações futuras refletida no preço das opções) nas opções de petróleo subiu, deixando opções de compra ou venda compradas diretamente (calls ou puts, contratos que dão o direito de comprar ou vender a um preço definido) muito caras. Por isso, ganham espaço estratégias que ajudam a reduzir esse custo, como spreads (combinações de opções para limitar custo e risco), para apostar na direção do preço. A própria volatilidade pode ser negociada com estruturas como straddles ou strangles (estratégias com opções que buscam lucro com grandes movimentos de preço em qualquer direção). Uma alta para US$ 100 por barril virou uma possibilidade real se o conflito se ampliar, o que torna atrativas opções de compra com preços de exercício (strike, o preço definido no contrato) entre US$ 95 e US$ 100. Ao mesmo tempo, existe o risco de uma virada rápida se surgirem notícias de redução da tensão, como a queda vista ontem. Por isso, manter algumas opções de venda como proteção (hedge, uma forma de reduzir perdas) é uma medida prudente contra uma queda forte de volta para a faixa baixa de US$ 80. Crie sua conta real na VT Markets e comece a negociar agora.
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