Tensões geopolíticas aumentam a aversão ao risco
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse que não houve diálogo com Washington. O presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou na segunda-feira que não houve negociações com os EUA, enquanto o assessor Mohsen Rezaei disse que o conflito continuaria até o Irã receber compensação total pelos danos. A Reuters informou que Mary Daly, presidente do Fed de San Francisco (um dos bancos regionais do Federal Reserve, o banco central dos EUA), disse que o cenário para juros continua incerto, a menos que o conflito diminua rapidamente e o Fed consiga ignorar uma alta temporária do preço do petróleo. A presidente do RBNZ, Anna Breman (banco central da Nova Zelândia), disse que a inflação no curto prazo pode subir por choques de energia (aumento repentino de custos de petróleo e gás) e que pode ser necessário subir juros se a pressão sobre os preços continuar. Com a aversão ao risco dominando os mercados por causa do conflito no Oriente Médio, vemos pressão contínua no par NZD/USD. A estratégia imediata tende a buscar posições vendidas (apostar na queda) ou comprar opções de venda, chamadas “put” (contratos que ganham valor quando o preço cai), mirando uma queda para perto de 0,5700. Olhando a volatilidade do fim de 2025 (variação forte de preços), sabemos que níveis de suporte (regiões onde o preço costuma parar de cair) podem falhar em períodos de estresse geopolítico. As declarações conflitantes de autoridades de Israel, Irã e EUA sugerem que isso não vai se resolver logo, aumentando a incerteza do mercado. A volatilidade implícita (estimativa do mercado para oscilações futuras) nas opções de NZD subiu acima de 15%, refletindo o custo alto da incerteza, enquanto os futuros do Brent (contratos para comprar/vender petróleo no futuro, referência global) passam de US$ 115 por barril. Esse ambiente favorece estratégias que ganham com grandes oscilações, como a “compra de straddle” (comprar ao mesmo tempo uma opção de compra e uma de venda para lucrar com um movimento forte para qualquer lado), mas com prêmio maior (custo do contrato).Foco dos bancos centrais e busca por segurança
Embora Fed e RBNZ indiquem que uma inflação persistente pode forçar mudanças nos juros, o principal fator agora é o papel do dólar como “porto seguro” (moeda buscada em momentos de crise). Qualquer tom mais duro do RBNZ (“hawkish”, ou seja, defendendo juros mais altos para conter a inflação) tende a ter pouco efeito por causa da fuga global para segurança, limitando uma alta do dólar neozelandês (Kiwi, apelido da moeda). Crie sua conta ao vivo na VT Markets e comece a negociar agora.
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