Demanda do dólar como ativo de proteção perde força
Mesmo com essas tensões, o Dólar dos EUA teve dificuldade para manter apoio como “porto seguro” (um ativo que investidores compram quando há medo no mercado). O fluxo de negociações saiu do dólar, à medida que os mercados reduziram a procura anterior ligada a preocupações com risco. Em abril do ano passado, o Dólar dos EUA também enfraqueceu mesmo com risco geopolítico relevante no Oriente Médio. O mercado deixou de comprar dólar como proteção, permitindo que o NZD/USD subisse. Isso mostrou uma mudança: os dados econômicos passaram a pesar mais do que manchetes de risco. Essa tendência ficou mais clara no último ano. Dados recentes de março de 2026 mostraram a inflação subjacente dos EUA (inflação “núcleo”, que exclui itens muito voláteis como alimentos e energia) desacelerando levemente para 2,8%, o que aumenta a chance de o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) cortar os juros ainda este ano. Isso manteve o Índice do Dólar (DXY, uma medida da força do dólar contra uma cesta de moedas) pressionado, com dificuldade para sustentar ganhos acima de 103,00, nível que tocou rapidamente no fim de 2025. Enquanto isso, o Banco Central da Nova Zelândia sinalizou que vai manter a taxa básica (official cash rate, o juro principal definido pelo banco central) em 5,5% durante a segunda metade de 2026 para combater a pressão interna de preços. Essa diferença de política entre os dois bancos centrais dá um motivo mais sólido para a força do NZD (dólar neozelandês), ao contrário do ano passado, quando a alta foi mais por fraqueza do USD (dólar americano). Uma alta de 3,5% nos preços globais de laticínios desde janeiro de 2026 também ajuda diretamente a economia da Nova Zelândia.Posicionamento em opções para mais alta
Para traders de derivativos (contratos cujo valor depende de outro ativo, como opções), esse cenário sugere buscar mais alta no NZD/USD. Podemos considerar comprar opções de compra (calls, que dão o direito de comprar a um preço definido) com preços de exercício (strike, o preço definido no contrato) acima do preço atual, mirando 0,6200, com vencimento em junho ou julho. Essa estratégia limita o risco ao valor pago na opção e permite ganhar se o par continuar subindo. A volatilidade implícita (estimativa do mercado para a oscilação futura do preço, refletida no preço das opções) do NZD/USD está perto das mínimas de 12 meses, em torno de 8,9. Isso deixa estratégias compradas em opções, como comprar calls ou montar um bull call spread (estratégia que compra uma call e vende outra call em um strike mais alto para reduzir custo), relativamente baratas. Volatilidade baixa sugere que o mercado não espera grandes choques, o que favorece apostas direcionais (apostas na alta ou na queda). Crie sua conta real na VT Markets e comece a operar agora.
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