Principais Pares de FX e Sentimento de Risco
EUR/USD operou perto de 1,1600 após cair mais cedo ao menor nível desde novembro de 2025. GBP/USD ficou perto de 1,3330 após cair e depois se recuperar durante a sessão americana (período de negociações nos EUA), após comentários do enviado do Irã na ONU (Organização das Nações Unidas) e relatos de sirenes no Kuwait. USD/JPY subiu para cerca de 157,50 e depois recuou. AUD/USD operou perto de 0,7050 após queda anterior, com atenção ao PMI de Serviços da Austrália (pesquisa com empresas que indica ritmo de atividade), ao PIB do 4º trimestre (Produto Interno Bruto, medida do tamanho da economia) e ao PMI da China. O ouro foi negociado a US$ 5.118 após tocar US$ 5.379 mais cedo, com a alta dos rendimentos dos Treasuries (juros dos títulos do governo dos EUA) pressionando o metal. Bancos centrais compraram 1.136 toneladas de ouro avaliadas em cerca de US$ 70 bilhões em 2022, a maior compra anual já registrada. As principais divulgações vão de 4 a 6 de março, incluindo PIB do 4º trimestre da Austrália, CPI da Suíça (índice de preços ao consumidor, indicador de inflação), PPI da Zona do Euro (índice de preços ao produtor), ADP de empregos nos EUA (estimativa privada de vagas), ISM de serviços (pesquisa de atividade no setor de serviços), Beige Book do Fed (relatório do banco central dos EUA sobre a economia), pedidos de auxílio-desemprego nos EUA e payroll (empregos fora do setor agrícola) dos EUA.Considerações de Estratégia e Proteção
Com a escalada das tensões no Oriente Médio, a tendência é de continuidade de fluxo para ativos de “porto seguro”, como o dólar. Isso torna atrativas posições compradas em dólar (apostar na alta do dólar), com proteção via opções de venda (put: contrato que ganha valor quando o preço cai) em pares como EUR/USD e AUD/USD para reduzir perdas em reversões rápidas. O recuo do Índice do Dólar após as máximas recentes de novembro de 2025 pode oferecer um ponto de entrada melhor. O risco relevante para a oferta de petróleo via Estreito de Ormuz é o principal fator por trás do avanço do petróleo. Isso lembra reações de mercado em crises regionais em 2019 e no início de 2020, que geraram altas rápidas de curto prazo. Assim, comprar opções de compra fora do dinheiro (call OTM: opção mais barata que só dá ganho se o preço subir bastante) em futuros de WTI ou Brent (tipos de petróleo de referência negociados em bolsa) pode ser uma forma de custo menor para se posicionar em possível piora na oferta. A situação do ouro é mais difícil, porque seu papel de “porto seguro” perde força com dólar forte e juros mais altos. Com o preço acima de US$ 5.100, parte do risco geopolítico pode já estar embutida no preço. Operadores podem usar estratégias com opções como straddle e strangle (combinações de opções para ganhar com grandes oscilações, para cima ou para baixo), aproveitando a volatilidade alta (variação intensa de preços). O “termômetro do medo” do mercado, o VIX (índice de volatilidade da bolsa dos EUA), provavelmente subiu mais de 40% na última semana, passando de 28. Isso encarece os prêmios de opções (preço pago pela opção), mas reflete incerteza elevada. A semana tem dados importantes, principalmente o payroll dos EUA na sexta-feira. Depois do dado forte e inesperado de +350.000 vagas em janeiro, outro número robusto pode tirar o foco da geopolítica por um tempo e causar movimentos bruscos. Este conflito piora um cenário já inflacionário, com o CPI dos EUA mostrando inflação acima de 4,5% ao ano. Se o petróleo continuar subindo, isso complica as decisões do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), podendo forçá-lo a manter postura dura (hawkish: prioriza combater a inflação com juros mais altos) mesmo com instabilidade global. Esse contexto favorece estratégias que se beneficiam de turbulência, já que política monetária (decisões de juros e liquidez) e eventos geopolíticos puxam o mercado em direções diferentes.
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