Em janeiro, a inflação do PCE núcleo nos EUA ficou em linha com as projeções, em 3,1% na comparação anual, atendendo exatamente às expectativas.

by VT Markets
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Mar 13, 2026
O índice de preços PCE (Despesas de Consumo Pessoal) “núcleo” (medida que exclui itens muito voláteis, como alimentos e energia) dos EUA subiu 3,1% em janeiro na comparação com o mesmo mês do ano anterior. O resultado ficou exatamente dentro do esperado: 3,1%. O relatório de inflação do PCE núcleo de janeiro, vindo exatamente como o esperado (3,1%), confirma o que já vínhamos observando. Isso significa que o mercado não foi pego de surpresa, mas reforça a visão de que a inflação está difícil de cair até a meta do Fed (o banco central dos EUA). Devemos partir do princípio de que o Federal Reserve não tem motivo para considerar cortes de juros no curto prazo.

Inflação Persistente E Política Do Fed

Esse número, sozinho, diz pouco, mas junto com os dados mais recentes de fevereiro de 2026, o argumento fica mais forte. Por exemplo, o relatório de empregos de fevereiro mostrou que a economia criou mais de 250.000 vagas, acima das estimativas, indicando força contínua. Além disso, o CPI (Índice de Preços ao Consumidor, outra medida de inflação) de fevereiro, divulgado nesta semana, mostrou a inflação subindo levemente para 3,2%, reforçando a tendência de inflação persistente. Diante disso, vemos o mercado ajustando rapidamente as expectativas de juros. No fim de 2025, havia otimismo com vários cortes até meados de 2026, o que agora parece pouco provável. A probabilidade de um corte na reunião de maio do FOMC (comitê do Fed que decide os juros) caiu para menos de 15%, uma mudança grande em relação aos quase 80% de chance estimados três meses atrás. Para derivativos de ações (contratos cujo valor depende de um ativo, como opções), isso sugere um limite para altas no curto prazo. Vale considerar estratégias que ganham com o S&P 500 (principal índice de ações dos EUA) andando de lado, como vender opções de compra (call) “fora do dinheiro” (com preço de exercício acima do preço atual) contra posições compradas para gerar renda. Com o índice VIX (medida da volatilidade esperada do mercado, conhecido como “termômetro do medo”) em níveis baixos, perto de 14, comprar opções de venda (put) de proteção também fica relativamente barato como proteção contra uma possível desaceleração econômica. Esse cenário continua favorável para o dólar, porque juros mais altos atraem capital estrangeiro. Operações com derivativos que apostam na força do dólar contra moedas como o euro ou o iene seguem interessantes.

Derivativos De Câmbio E Força Do Dólar

Podemos usar contratos futuros (acordos para comprar ou vender no futuro por um preço definido) ou opções (direito, mas não obrigação, de comprar ou vender por um preço definido) no par EUR/USD (taxa de câmbio entre euro e dólar), mirando uma queda nas próximas semanas.

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