Riscos ao comércio e às cadeias de suprimento
Eles observam que outros bens que passam pelo Estreito de Ormuz (rota marítima estreita e estratégica por onde passa grande parte do petróleo do Golfo) também podem sofrer interrupções. Isso pode ameaçar a produção em etapas seguintes (fábricas que dependem desses insumos) em vários setores. A nota diz que as economias do GCC abrigam muitos expatriados (trabalhadores estrangeiros morando fora do seu país) que enviam remessas pessoais que ajudam o balanço de pagamentos (registro do dinheiro que entra e sai de um país) dos países que recebem. Também afirma que o Oriente Médio se tornou destino e também ponto de partida para viagens e turismo internacionais. Sobre remessas, eles dizem que o efeito do conflito não é direto. Durante a COVID-19, estimativas iniciais esperavam queda de 20–40%, mas elas recuaram 2,4% na comparação anual em 2020. Eles afirmam que o impacto econômico fora do petróleo (setores como serviços, comércio e indústria) dificilmente será como o da COVID-19. Acrescentam que, até agora, há pouca saída de expatriados, mas um conflito longo pode aumentar a mudança de trabalhadores para outros lugares e reduzir os fluxos de remessas.Sinais de proteção no mercado e de volatilidade
O principal risco é o choque de preço de energia, que pode empurrar a economia mundial para uma desaceleração. Relatos recentes da semana passada indicam uma quebra nas negociações de cessar-fogo, e os contratos futuros (acordos para comprar/vender no futuro por um preço definido) do Brent (petróleo de referência global) passaram de US$ 95 por barril pela primeira vez neste ano. Isso sugere que operadores podem considerar comprar opções de compra (call: direito de comprar a um preço definido) de WTI ou Brent para se proteger (hedge: reduzir o risco) contra novas interrupções de oferta pelo Estreito de Ormuz. Eles também acompanham impactos mais amplos, especialmente nas moedas de países muito dependentes de remessas do Golfo, como Egito e Paquistão. Embora ainda não haja uma saída em massa de trabalhadores, o relatório mais recente do Banco Mundial apontou uma queda de 3% nos fluxos de remessas para o Sul da Ásia no 1º trimestre de 2026, destacando isso como preocupação crescente. Operadores de derivativos (instrumentos financeiros cujo valor depende de outro ativo, como moeda ou petróleo) podem avaliar comprar opções de venda (put: direito de vender a um preço definido) em moedas como o peso filipino (PHP) ou a rúpia paquistanesa (PKR) para se proteger contra um agravamento do conflito. Ao lembrar 2020, vê-se que o medo inicial de um colapso das remessas foi exagerado, já que os fluxos globais caíram só 2,4%. Porém, a situação agora é diferente: um conflito persistente cria risco físico, aumentando a chance de realocação de trabalhadores (mudança de país ou região) de um jeito que a pandemia não causou. Esse risco de pessoas saírem da região ainda não parece totalmente refletido nos preços de mercado. A incerteza de um conflito prolongado já está deixando o mercado mais nervoso. O VIX (índice que mede a volatilidade esperada do S&P 500, conhecido como “termômetro do medo”) subiu 5 pontos só nas últimas duas semanas. Operadores podem considerar posições compradas (apostar em alta) em índices de volatilidade como forma direta de se posicionar para essa tensão crescente, que também afeta setores como viagens e turismo internacionais.
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