Fatores que movem o preço do ouro e o sentimento do mercado
A alta do petróleo aumentou as preocupações com a inflação (aumento geral de preços), reforçando a expectativa de que bancos centrais possam elevar os juros. O mercado praticamente já descartou novos cortes de juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) e aumentou as apostas em uma alta até o fim deste ano, o que elevou os rendimentos dos Treasuries (títulos do governo dos EUA) e deu força ao USD (dólar americano). As tensões no Oriente Médio sustentaram a procura por “porto seguro” (ativos buscados em momentos de risco, como o ouro), limitando novas vendas. Traders (operadores de mercado) aguardavam os PMIs “flash” globais (prévia de pesquisas de atividade econômica) para definir o rumo no curto prazo. No lado técnico, o ouro rompeu abaixo da SMA de 100 dias (média móvel simples, um cálculo do preço médio para indicar tendência) na semana passada e depois encontrou suporte perto da SMA de 200 dias em torno de US$ 4.100. O MACD (indicador de tendência e momento baseado em médias móveis) seguia negativo, enquanto o RSI (índice de força relativa, que indica se o preço está “esticado” para cima ou para baixo) estava em 25,82; o suporte fica em US$ 4.305, com resistência em US$ 4.650, US$ 4.820, US$ 4.610 e depois US$ 5.000. O ouro tem dificuldade de se manter em US$ 4.400, preso entre o aumento do risco geopolítico e bancos centrais mais “duros”. O principal obstáculo é o dólar forte, impulsionado pela expectativa de alta de juros do Fed mais adiante. Esse cenário torna mais caro manter um ativo sem juros como o ouro. Os dados mais recentes de CPI (índice de preços ao consumidor, uma medida de inflação) de fevereiro de 2026 mostraram a inflação cheia voltando a acelerar para 4,5% ao ano, reforçando a visão de que o Fed parou de cortar juros. Os futuros de fed funds (contratos que refletem a expectativa do mercado para a taxa básica dos EUA) mudaram rápido e agora indicam mais de 70% de chance de uma alta de 0,25 ponto percentual (25 pontos-base) na reunião de dezembro de 2026. Isso empurrou o rendimento do Treasury de 10 anos de volta perto das máximas do fim de 2025, desviando dinheiro de metais preciosos (como ouro e prata).Estratégia de negociação e níveis-chave
Porém, o conflito persistente no Oriente Médio impede uma queda total do preço. A negação do Irã sobre conversas de paz e a instabilidade no Estreito de Ormuz mantêm a procura por proteção. Isso cria um “piso” (uma base de preço), pois qualquer escalada militar pode provocar uma forte busca por segurança e levar o ouro a subir rápido. Como estratégia, vender altas perto do grupo de resistências ao redor da SMA de 100 dias, em torno de US$ 4.610, pode ser uma opção. Também dá para considerar a compra de opções de venda (put: um contrato que tende a ganhar valor quando o preço cai) com preço de exercício (strike: preço-alvo do contrato) abaixo de US$ 4.300, mirando uma possível queda até o suporte-chave em US$ 4.100. Isso aproveita a pressão de baixa causada pela política de juros, com risco limitado. A leitura muito baixa do RSI sugere cautela para não “perseguir” a queda a partir daqui, porque uma condição parecida veio antes de uma forte recuperação no quarto trimestre de 2025. Para quem espera um mercado “de lado” e instável (andando dentro de um intervalo), vender um straddle (estratégia com opções que busca ganhar com a oscilação, sem apostar em direção) pode capturar prêmio (o valor recebido ao vender opções) enquanto o ouro consolida entre suporte e resistência. Essa abordagem busca aproveitar a volatilidade (tamanho das oscilações de preço) sem escolher um lado. Crie sua conta real na VT Markets e comece a operar agora.
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