O Índice do Dólar dos EUA (DXY) estava a ser negociado perto de 99,05 durante a sessão asiática de segunda-feira, prolongando os ganhos enquanto os mercados avaliavam a evolução em torno de um acordo de paz EUA-Irão. Mais tarde, durante a sessão, a atenção vira-se para os dados macroeconómicos dos EUA, com a divulgação do ISM Manufacturing PMI.
Os contactos diplomáticos entre Teerão e Washington continuaram ao longo do fim de semana, enquanto o Presidente Donald Trump pediu na segunda-feira alterações ao rascunho do acordo, com mudanças centradas no Estreito de Ormuz e na remoção de urânio altamente enriquecido. O próximo grande teste para o dólar é o relatório do mercado de trabalho dos EUA de sexta-feira: o consenso aponta para uma subida dos Nonfarm Payrolls (NFP) de 96 mil em maio, com a taxa de desemprego a manter-se nos 4,3%. As expectativas de taxas continuam em foco, e os futuros sugerem uma probabilidade perto de 41,2% de uma subida de 25 pontos base pela Fed até ao final do ano, com base na ferramenta CME FedWatch.
Tensões Comerciais EUA-China e Movimento do Dólar
O Índice do Dólar dos EUA (DXY) mantém-se perto de 104,50 no arranque do novo mês. O mercado está a assimilar os desenvolvimentos recentes nas negociações comerciais em curso entre os EUA e a China. A atenção centra-se agora no relatório ISM Manufacturing PMI dos EUA, que acabou de ser divulgado com uma leitura de 49,5, indicando uma ligeira contração do setor industrial em maio.
As notícias indicam que as discussões entre Washington e Pequim permanecem tensas, com divergências significativas em torno das tarifas sobre tecnologia. Esta incerteza está a criar um tom cauteloso no mercado, sustentando alguma procura do dólar como ativo de refúgio. Consideramos que qualquer avanço ou deterioração inesperados nestas conversações poderá introduzir volatilidade significativa, que pode ser coberta através de opções sobre ETFs cambiais como o UUP.
Dados do Mercado de Trabalho dos EUA e Expectativas de Taxas
Os dados de emprego dos EUA referentes a maio, divulgados na sexta-feira, serão um foco importante para nós. O consenso aponta para que os Nonfarm Payrolls (NFP) mostrem um aumento de cerca de 150.000, com a taxa de desemprego a manter-se em 4,1%. Um resultado acima do esperado tenderia a reforçar o dólar dos EUA, ao contrariar receios de abrandamento da economia.
Assinalamos que os mercados de derivados estão agora a incorporar uma probabilidade de aproximadamente 60% de um corte de 25 pontos base na taxa de juro da Reserva Federal até ao final do ano, segundo a ferramenta CME FedWatch. Esta expectativa torna as próximas divulgações de dados, em especial o relatório de emprego desta semana, eventos críticos. Um NFP surpreendentemente forte poderá provocar uma rápida reavaliação destas probabilidades, criando oportunidades em futuros e opções sobre taxas de juro.
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