A escalada das tensões no Médio Oriente e a subida das yields das Treasuries norte-americanas têm sustentado um tom de aversão ao risco, mantendo o dólar apoiado em máximos de dois meses. O Brent chegou a negociar, por momentos, acima de 97 dólares por barril, alimentando receios de disrupções na oferta de energia e um novo impulso às pressões inflacionistas globais. Os mercados têm privilegiado liquidez e segurança, deixando o “greenback” firme à medida que as condições financeiras se tornam mais restritivas.
Nos mercados emergentes, o won sul-coreano (KRW) fortaleceu-se com apoio oficial, enquanto o MYR, IDR, HUF e INR enfraqueceram — um desfecho consistente com a ideia de que as yields em vigor não estão a compensar o risco geopolítico elevado. A atenção está também centrada no iene (JPY) e no risco associado de intervenção. A direção de curto prazo do USD continua dependente da evolução do conflito, dos movimentos do petróleo e do sentimento global de risco, com implicações para a procura de verão por parte dos consumidores dos EUA.
Força Persistente do Dólar em Contexto de Incerteza Geopolítica
Vemos o mercado firmemente em modo “risk-off”, impulsionado pelo conflito geopolítico em curso e pelo seu impacto nos preços da energia. O Índice do Dólar dos EUA (DXY) mantém-se robusto perto de 107, o nível mais elevado em vários meses, à medida que o capital procura refúgio. Entretanto, a yield da Treasury a 10 anos está a oscilar em torno de 4,5%, refletindo preocupações persistentes com a inflação.
O principal motor é a forte subida do petróleo, com os futuros do Brent agora a negociarem acima de 105 dólares por barril. Isto está a alimentar diretamente as expectativas de inflação, sobretudo depois de o último relatório do CPI ter mostrado uma inflação homóloga teimosamente em 3,6%. O mercado está agora a incorporar uma menor probabilidade de cortes de taxas este ano.
Para os traders de derivados, este ambiente sugere manter exposição à valorização do dólar e ao aumento da volatilidade de mercado. Consideramos que a compra de opções de compra (calls) sobre ETFs que acompanham o dólar, como o UUP, ou sobre o VIX — que recentemente subiu acima de 22 — são estratégias prudentes para as próximas semanas. Estas posições deverão beneficiar se a incerteza continuar a intensificar-se.
Pressão sobre os Mercados Emergentes e Principais Estratégias de Trading
Estamos também a observar uma fraqueza significativa nas moedas de mercados emergentes, do forint húngaro à rupia indiana. As yields mais elevadas nestas regiões estão a revelar-se insuficientes para compensar o risco percecionado de um dólar forte e de instabilidade global. Assumir posições curtas em futuros de moedas EM contra o dólar parece ser uma operação atrativa.
Esta situação faz lembrar a subida inflacionista de 2022 impulsionada pela energia, em que o dólar foi o principal beneficiário. O foco mantém-se em pares-chave como o USD/JPY, já que a força persistente do dólar aumenta a probabilidade de intervenção do Banco do Japão. Os traders devem estar atentos a quaisquer avisos oficiais, que poderão gerar reversões bruscas no curto prazo.
O principal risco, olhando em frente, é a forma como os preços elevados da energia irão afetar o consumo à entrada do verão. Estamos a acompanhar de perto posições em ETFs do setor da energia, como o XLE, à procura de sinais de continuação da força associada a preços altos ou, em alternativa, de uma correção caso a destruição de procura se torne uma preocupação relevante. Os dados de sentimento do consumidor, mais tarde este mês, serão um ponto de dados crítico.
Comece a negociar agora — clique aqui para criar a sua conta real da VT Markets.