O dólar norte-americano negoceou mais firme, com o Índice do Dólar (DXY) a avançar ligeiramente à medida que as rendibilidades obrigacionistas subiram e o sentimento de risco mais amplo se tornou mais cauteloso no arranque do novo mês. A formação de preços no mercado refletiu uma procura moderada pelo *greenback*, enquanto os movimentos das taxas proporcionaram suporte.
Num discurso em Boston, após regressar às suas funções como governador da Reserva Federal (Fed), Jerome Powell defendeu a independência institucional da Fed e detalhou as limitações legais destinadas a proteger a política monetária de pressão política. Referiu uma decisão esperada do Supremo Tribunal dos EUA sobre a tentativa do Presidente Trump de destituir a governadora da Fed, Lisa Cook, e reiterou também que o poder executivo não tem qualquer papel na seleção ou supervisão dos presidentes dos bancos regionais da Reserva Federal. O artigo indica que foi criado com o apoio de uma ferramenta de inteligência artificial e revisto por um editor.
Independência da Reserva Federal e Reação do Mercado
Estamos a observar um dólar dos EUA mais firme e rendibilidades obrigacionistas em subida no início do novo mês, refletindo um sentimento de risco cauteloso no mercado. A yield da Treasury a 10 anos tocou recentemente os 4,65%, o nível mais alto em dois meses, à medida que a retórica política questiona cada vez mais a trajetória de política do banco central. Este ambiente está a gerar incerteza em torno do compromisso da Reserva Federal com o seu mandato de combate à inflação.
A atenção reforçada à independência da Reserva Federal, sobretudo perante apelos a cortes de taxas antes das eleições de novembro, é um fator relevante para nós. Os mercados de futuros estão agora a incorporar apenas uma probabilidade de 40% de um corte de taxas em setembro, uma queda acentuada face a mais de 70% há apenas um mês. Esta rápida reprecificação sugere que quaisquer comentários de responsáveis da Fed a defenderem a sua autonomia serão analisados de perto pelo mercado.
Volatilidade e Posicionamento Face à Incerteza Política
Tendo em conta este contexto, consideramos que os traders deverão ponderar comprar volatilidade. O índice de volatilidade da CBOE (VIX) já subiu para 19,5, e os prémios das opções poderão continuar a aumentar à medida que o discurso político se intensifica. O posicionamento através de opções longas, como *puts* para proteção contra quedas ou *straddles*, pode ser prudente para se proteger de movimentos bruscos e inesperados do mercado.
Nos mercados cambiais, o Índice do Dólar (DXY) ultrapassou a marca dos 105,50, e antecipamos que esta força possa persistir. Estamos a observar opções sobre os principais pares cambiais, como o EUR/USD, para fazer *hedge* contra — ou capitalizar — uma maior valorização do dólar. A volatilidade implícita nas opções cambiais aumentou ligeiramente, sinalizando que o mercado se está a preparar para um período de movimentos no câmbio menos previsíveis.
Vimos um padrão semelhante no final de 2018, quando o atrito político com a Fed levou a um forte aumento da volatilidade do mercado e a uma correção significativa do mercado acionista. Esse precedente histórico sugere que a situação atual não deve ser subestimada. O risco é que a credibilidade institucional, uma vez danificada, pode ser difícil de restaurar, conduzindo a incerteza prolongada.
Esta incerteza estende-se a ativos sensíveis às taxas e a mercados emergentes, que são vulneráveis a um dólar mais forte e a taxas de juro norte-americanas mais elevadas por mais tempo. Consequentemente, estamos a rever a nossa exposição e a considerar contratos de futuros ou de opções sobre índices de mercados emergentes como potencial *hedge*. O foco nas próximas semanas deverá estar na proteção de capital e em estratégias que beneficiem do aumento da turbulência nos mercados.
Comece a negociar agora — clique aqui para criar a sua conta real da VT Markets.