Dinâmica do Segundo Turno e Pesquisas
O apoio a Valencia é descrito como em alta, à medida que eleitores indecisos se concentram nela. Cepeda é descrito como perto de um limite máximo de apoio nas pesquisas. As chances são descritas como levemente favoráveis a Valencia, enquanto a credibilidade das pesquisas é afetada por uma investigação do CNE (Consejo Nacional Electoral — órgão eleitoral nacional). A nota também cita estresse institucional e fiscal elevado, incluindo tensões envolvendo o banco central (instituição que define juros e controla a inflação) e pouco espaço fiscal (pouca margem no orçamento do governo para gastar sem aumentar dívida). Esses fatores são ligados a um comportamento cauteloso do mercado em relação a ativos colombianos (investimentos como moeda, ações e títulos do país). Com a eleição presidencial de 31 de maio se aproximando, vemos muita incerteza embutida no preço dos ativos colombianos. As pesquisas apontam para um segundo turno, com o candidato de direita unificada, visto como mais favorável ao mercado (ou seja, tende a manter regras econômicas mais previsíveis para investidores), com leve vantagem, mas o resultado está longe de ser certo. Essa tensão cria oportunidades e riscos para operadores de derivativos (contratos financeiros cujo valor depende de outro ativo, como opções e futuros) nas próximas seis semanas. O aumento do risco político elevou a volatilidade implícita (estimativa, embutida no preço das opções, do quanto o mercado espera que o preço oscile) em geral, principalmente nas opções do par de moedas USD/COP (dólar americano/peso colombiano). Vimos o peso enfraquecer mais de 3% neste trimestre, negociando perto de 4.100, enquanto investidores buscam segurança. Operadores que esperam mais instabilidade podem comprar opções de compra (call; um contrato que dá o direito de comprar a um preço definido) em USD/COP, buscando ganhar com uma desvalorização maior do peso caso o candidato do Pacto Histórico ganhe força. No lado de ações, o índice COLCAP (principal índice da bolsa colombiana) foi um dos piores na América Latina, caindo quase 5% no ano, enquanto o Bovespa do Brasil está positivo. Isso reflete preocupação com possível estresse fiscal e institucional, independentemente do vencedor. Comprar opções de venda (put; um contrato que dá o direito de vender a um preço definido) em um ETF (fundo negociado em bolsa que acompanha um índice) de ações colombianas pode servir como proteção (hedge; reduzir perdas em um cenário ruim) contra uma surpresa negativa nas eleições.Taxas, Crédito e Volatilidade
Lembramos a alta antes da eleição de 2022, quando, na nossa visão em 2025, vimos os CDS (Credit Default Swaps — “seguro” contra calote de dívida) de 5 anos da Colômbia se abrirem bastante como medida de risco. Uma tendência parecida está surgindo agora, com os spreads (diferença de taxa que indica maior risco) subindo 25 pontos-base (0,25 ponto percentual) desde o início do ano. Isso indica que operadores de títulos (papéis de dívida) já estão colocando no preço uma probabilidade maior de estresse financeiro. A posição difícil do banco central, lutando contra uma inflação que permanece acima de 5% (ou seja, não cede facilmente), dá pouca margem para apoiar a economia. Esse cenário aumenta a sensibilidade do mercado a notícias políticas, sugerindo que até pequenas mudanças nas pesquisas podem causar movimentos grandes. Por isso, apostas simples de direção (apenas “vai subir” ou “vai cair”) são arriscadas, e estratégias que ganham com oscilações de preço, como straddles comprados (comprar uma call e uma put ao mesmo tempo, para lucrar se o preço mexer bastante para qualquer lado), podem ser mais prudentes.
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