Deutsche Bank diz que o Brent caiu abaixo de US$ 100 à medida que as esperanças de um acordo entre EUA e Irã reduzem temores de choque de estagflação

by VT Markets
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Apr 14, 2026
O petróleo Brent caiu abaixo de US$ 100 com o aumento das expectativas de um acordo entre EUA e Irã. O Brent à vista (preço para entrega imediata) caiu para US$ 97,76 após fechar a US$ 99,36, alta de +4,37% na sessão anterior. Durante a noite, o Brent caiu mais -1,61%, voltando a ficar abaixo de US$ 98. Isso reduziu o medo de um choque de “estagflação” (inflação alta junto com economia fraca).

Reação do mercado e apetite por risco

O S&P 500 subiu +1,02% e fechou acima do nível de 27 de fevereiro, antes do ataque. Os preços dos contratos futuros de petróleo (acordos para comprar/vender no futuro por um preço definido) continuaram abaixo do preço à vista. O futuro de Brent de 6 meses foi negociado a US$ 83,55. O futuro de Brent de 12 meses foi negociado a US$ 78,57. A diferença entre o preço à vista e os contratos com datas mais longas mostra a expectativa de queda do petróleo com o tempo. O texto informa que foi produzido com uma ferramenta de IA (inteligência artificial) e revisado por um editor. Com o Brent recentemente passando de US$ 92 por barril por causa de novas tensões no Estreito de Ormuz (rota marítima estratégica por onde passa grande parte do petróleo), o mercado mostra sinais de nervosismo. Porém, o mercado futuro conta outra história: o contrato de 6 meses perto de US$ 85 e o de 12 meses mais perto de US$ 80. Essa queda forte ao longo do tempo, chamada “backwardation” (quando o preço para entrega imediata fica acima do preço para entrega no futuro), indica que os operadores veem o aumento atual como algo de curta duração.

Implicações para operações com derivativos

Estamos vendo uma estrutura de mercado muito parecida com a do início de 2025, quando a expectativa de um acordo EUA–Irã levou o preço à vista do Brent a ficar bem acima dos contratos futuros. Naquela época, o mercado antecipou corretamente que os medos geopolíticos diminuiriam, permitindo que os preços voltassem ao normal nos meses seguintes. Esse histórico aumenta a confiança na curva de futuros atual como um sinal útil. Para quem opera derivativos (instrumentos financeiros cujo valor depende de outro ativo, como petróleo), isso sugere que vender opções de compra (call: direito de comprar a um preço fixo) do mês mais próximo pode ser uma estratégia interessante para receber o prêmio (valor pago pela opção), já que a volatilidade (oscilação dos preços) está elevada. Essa posição se beneficia se o risco geopolítico cair e os preços se estabilizarem ou recuarem em direção aos níveis indicados pela curva de futuros. O relatório EIA Short-Term Energy Outlook (projeção de curto prazo de energia da EIA, a agência de energia dos EUA), que prevê uma leve perda de força na demanda global no terceiro trimestre, também reforça a ideia de que a alta atual pode não durar. Outra abordagem é usar “spreads de calendário” (estratégia com dois contratos de datas diferentes): vender o contrato futuro de curto prazo e, ao mesmo tempo, comprar um contrato de prazo mais longo. Essa operação lucra com a “normalização” da curva, quando o preço de curto prazo cai mais do que o preço de prazo mais longo. É uma forma de apostar na volta ao normal sem apostar diretamente em queda do petróleo no longo prazo.

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