Mercado Volta ao Nível Pré-Ataque
O S&P 500 subiu +1,02% e fechou acima do nível pré-ataque de 27 de fevereiro. O índice acumula alta de +8,55% em relação à mínima de fechamento de 30 de março. Esta é a segunda melhor sequência de 9 pregões (dias de negociação) dos últimos 4 anos. A única sequência de 9 pregões mais forte ocorreu após a recuperação depois do “Liberation Day” (nome dado a um evento específico de mercado) no ano passado. Setores mais ligados ao crescimento da economia (“cíclicos”) lideraram, com tecnologia da informação em +1,72% e financeiro em +1,73%. O Goldman Sachs caiu -1,87% depois que a receita de FICC (área de renda fixa, moedas e commodities) ficou abaixo do esperado pelo mercado no 1º trimestre (Q1).Posicionamento em Opções e Operações por Setor
Com o S&P 500 subindo mais de 8% desde a mínima de 30 de março, vemos a compra de opções de compra (“call”, que dá o direito de comprar por um preço definido) acelerando. A queda forte do Brent para abaixo de US$ 98 por barril está reduzindo o medo de estagflação que dominava há duas semanas. Essa mudança rápida no humor do mercado sugere que agora o ataque de fevereiro é visto como um evento limitado, com traders (investidores de curto prazo) apostando mais em redução da tensão. A volatilidade implícita (medida da oscilação esperada do preço) despencou, com o VIX (índice que mede o “medo” do mercado, baseado em opções do S&P 500) caindo do pico do fim de março, acima de 35, para perto de 18 hoje. Isso deixa as opções bem mais baratas do que no auge do pânico. Como um acordo EUA–Irã ainda é incerto, comprar proteção contra queda com opções de venda (“put”, que dá o direito de vender por um preço definido) do SPY (ETF, um fundo negociado em bolsa que acompanha o S&P 500) para maio pode ser uma proteção razoável contra atrasos nas conversas. Seguimos preferindo a liderança de setores cíclicos como tecnologia e financeiro, que tiveram desempenho melhor. Estratégias com “bull call spread” (compra e venda de calls para limitar risco e ganho) nos ETFs XLK (tecnologia) e XLF (financeiro) oferecem um modo de risco definido de aproveitar esse movimento durante a temporada de resultados do 1º trimestre. Por outro lado, com o petróleo caindo, esperamos fraqueza no setor de energia, o que torna opções de venda no XLE (ETF do setor de energia) uma operação de par interessante (apostando em queda em um ativo e alta em outro) contra posições compradas em tecnologia. Essa sequência de nove dias é uma das mais fortes que vimos, parecida com a recuperação rápida após o “Liberation Day” em 2025. Também lembra a recuperação em “V” (queda e alta rápidas, formando um “V” no gráfico) após o choque inicial da COVID em 2020, que também teve uma alta forte e queda da volatilidade. Porém, com o relatório do CPI (Índice de Preços ao Consumidor, um indicador de inflação) em 16 de abril, traders devem se preparar para mais volatilidade se o dado vier acima do esperado.
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