O crescimento homólogo das vendas a retalho na África do Sul abrandou para 1,3% em abril, abaixo dos 2,6% do mês anterior. Os dados apontam para um ritmo mais suave de crescimento do volume de negócios no setor retalhista face a março.
A leitura de abril representa uma desaceleração de 1,3 pontos percentuais em relação ao valor anterior. Em termos homólogos, as vendas a retalho expandiram-se, assim, a cerca de metade do ritmo registado um mês antes.
Ambiente de consumo mais fraco e implicações de mercado
O abrandamento do crescimento homólogo das vendas a retalho para 1,3% em abril confirma uma deterioração do ambiente de consumo. Esta tendência sugere uma pressão crescente sobre o rendimento disponível das famílias. Vemos isto como um sinal claro de desaceleração do ímpeto económico doméstico à entrada para a segunda metade do ano.
Em consequência, antecipamos nova pressão sobre o rand sul-africano. Com o par USD/ZAR já a testar o nível de 18,65, estes dados domésticos fracos sustentam uma visão continuadamente negativa para a moeda. Assim, estamos a posicionar-nos para mais fraqueza do rand, através de opções call sobre USD/ZAR com vencimento após a reunião do banco central em julho.
No mercado acionista, estes dados constituem um fator adverso para as ações expostas ao consumo e para o índice mais amplo JSE All Share, que já recuou 2% no último mês. Consideramos que as ações do setor do retalho estão particularmente vulneráveis a revisões em baixa das estimativas de resultados. Por isso, estamos a ponderar a compra de opções put sobre ETF focados no retalho, para cobertura ou para beneficiar de uma eventual queda.
Perspetiva potencial para a política monetária
Esta desaceleração económica, combinada com a moderação da inflação de maio para 4,8%, aumenta a probabilidade de uma viragem mais dovish por parte do South African Reserve Bank. Historicamente, períodos de fraqueza sustentada do consumo têm precedido o afrouxamento monetário. Estamos a acompanhar muito de perto a próxima reunião do MPC em julho e vemos valor em utilizar acordos a prazo sobre taxas (forward rate agreements) para nos posicionarmos para um potencial corte de juros ainda este ano.
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