Sentimento de risco e manchetes sobre o Irã
O presidente dos EUA, Donald Trump, disse a assessores que está disposto a encerrar a guerra contra o Irã mesmo que o Estreito de Ormuz continue em grande parte fechado. O cenário geral de “risco” (disposição do mercado a investir em ativos mais arriscados) foi descrito como frágil. No gráfico de 4 horas, a tendência de curto prazo é levemente de baixa, pois o NZD/USD segue abaixo das Médias Móveis Simples (SMA, uma média do preço em um número fixo de períodos) de 20 e 100 períodos, que estão caindo aos poucos. A média de 20 períodos permanece abaixo da de 100, o que limita tentativas de recuperação. O Índice de Força Relativa (RSI, um indicador que mede se o mercado está “esticado” para cima ou para baixo) está por volta de 47 após sair de níveis de “sobrevenda” (quando o preço caiu demais em pouco tempo). Isso indica que a força da queda diminuiu, mas ainda sem sinal claro de virada para alta. A resistência (região onde o preço costuma ter dificuldade para subir) está em 0,5750, depois em 0,5907 e 0,5930. O suporte (região onde o preço costuma encontrar força para não cair) fica em 0,5741, depois em 0,5706 e 0,5698; uma queda abaixo de 0,5698 sugere novas mínimas.Estratégia com opções e volatilidade do mercado
A parte técnica foi feita com ajuda de uma ferramenta de IA. Vimos no ano passado que choques geopolíticos (eventos políticos e militares entre países) mirando diretamente empresas dos EUA podem enfraquecer o dólar, ao contrário do papel habitual de “porto seguro” (moeda procurada em momentos de medo no mercado). O episódio de 2025 com o Irã mostrou que ameaças aos lucros de grandes empresas americanas podem levar investidores a vender o próprio dólar. No cenário de hoje, o dólar neozelandês tem força própria, diferente do sentimento frágil observado no ano passado. A inflação da Nova Zelândia no 1º trimestre de 2026 veio acima do esperado, em 3,5%, levando o RBNZ (Banco Central da Nova Zelândia) a sinalizar uma postura mais “hawkish” (mais inclinada a subir juros para conter a inflação) na última reunião. Isso dá ao NZD um motivo interno para se valorizar contra um dólar em enfraquecimento. Enquanto isso, a economia dos EUA mostra sinais de desaceleração, com o relatório de emprego Non-Farm Payrolls (NFP, número de vagas criadas fora do setor agrícola) de março de 2026 vindo em 155 mil, abaixo do consenso de 180 mil (estimativa média do mercado). Isso levou o Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) a adotar um tom mais cauteloso, limitando o potencial de alta do dólar. Isso contrasta com a força mais ampla do USD vista em grande parte de 2025. Nesse contexto, traders (pessoas que operam no curto prazo) podem considerar comprar opções de compra (calls, contrato que dá o direito de comprar a um preço definido) de NZD/USD para se posicionar para uma possível alta. A volatilidade (grau de variação de preços) está baixa, com o índice VIX (medida da volatilidade esperada do mercado) perto de 14, o que tende a deixar as opções relativamente baratas para se proteger de uma alta repentina. Essa estratégia permite risco limitado e participação em uma possível alta gerada pela força do NZD e pela fraqueza do USD. De forma específica, olhar para calls com preço de exercício (strike, o preço definido no contrato) acima da resistência atual de 0,6200 pode trazer uma relação risco/retorno interessante para as próximas semanas. Para quem já está vendido (posicionado para queda), essas calls podem funcionar como proteção (hedge, operação para reduzir perdas), lembrando como o par virou rapidamente a partir das mínimas durante as tensões de 2025.
Comece a negociar agora – Clique aqui para criar sua conta real na VT Markets