Bob Savage diz que as ligações entre o dólar, o petróleo e as ações estão mudando à medida que os investidores enfrentam tensões com o Irã e bancos centrais

by VT Markets
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Mar 16, 2026
Bob Savage, do BNY, relata uma mudança nas ligações de sempre entre o dólar americano, o petróleo e as ações, enquanto os mercados reagem ao conflito com o Irã e a uma semana de decisões de bancos centrais (instituições que definem juros e controlam a moeda). A relação do dólar com o petróleo e com as ações mudou em relação aos padrões antigos. Ele observa que os mercados podem estar esperando informações mais claras sobre quanto tempo o conflito vai durar. Ele também diz que as negociações podem estar buscando o ponto mais baixo do mercado na chegada do fim do trimestre (fechamento do período de 3 meses usado por empresas e investidores).

Sinais da relação Petróleo/Ouro

Savage destaca a relação petróleo/ouro como uma medida importante para acompanhar movimentos do dólar americano à medida que a alavancagem é reduzida (usar dinheiro emprestado para aumentar apostas no mercado). A relação atingiu o pico de 86 barris de petróleo para 1 onça (oz) de ouro e agora está abaixo de 50. Os vínculos usuais entre o dólar americano, o petróleo e as ações não estão se confirmando, o que complica modelos de risco (cálculos para estimar perdas possíveis) conforme nos aproximamos do Dia de São Patrício e de uma semana de grandes decisões de bancos centrais. Um dólar forte já não garante uma reação específica das ações ou do petróleo bruto. Essa quebra sugere que estratégias antigas de proteção (formas de reduzir perdas, como travas) podem falhar nas próximas semanas. Um indicador importante agora é a relação petróleo/ouro, que caiu de 86 para cerca de 48,5 hoje. Apesar de ser uma queda relevante, ainda fica acima da média histórica anterior às turbulências de mercado de 2025. Esse movimento indica busca por segurança no ouro e pode pressionar o dólar, enquanto posições alavancadas (apostas com dinheiro emprestado) continuam sendo desfeitas.

Posicionamento no fim do trimestre

Com a reunião do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) na próxima semana, traders (pessoas que fazem operações de curto prazo) devem se preparar para volatilidade (oscilações fortes de preço), especialmente porque o último relatório de inflação dos EUA de fevereiro de 2026 veio em 3,4% e segue resistente. Isso reforça a ideia de que o Fed será cauteloso, criando oportunidades para quem opera opções (contratos que dão direito de comprar ou vender um ativo por um preço definido) aproveitar possíveis oscilações em futuros de títulos (contratos para negociar no futuro papéis de renda fixa) e pares de moedas (cotações entre duas moedas). O Índice de Volatilidade da Cboe, o VIX (medida do “medo” do mercado baseada em opções do S&P 500), reflete essa tensão, ficando elevado perto de 22. Há a percepção de que investidores estão se posicionando para um possível fundo do mercado conforme o primeiro trimestre termina. Traders podem usar derivativos (contratos cujo valor depende de outro ativo, como opções e futuros) para apostar numa recuperação de índices de ações que caíram muito. Isso pode incluir comprar opções de compra (call, direito de comprar) ou montar um spread de alta com calls (comprar uma call e vender outra com preço-alvo maior para reduzir custo), para lucrar com uma alta de alívio caso notícias geopolíticas ou de bancos centrais melhorem. Crie sua conta ao vivo na VT Markets e comece a operar agora.

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