Tendências de renda e gastos
O relatório também mostrou que a Renda Pessoal (quanto as pessoas recebem, como salários e outras fontes) aumentou 0,4% no mês em janeiro. Os Gastos Pessoais (quanto as pessoas gastam em bens e serviços) também subiram 0,4% no mesmo período. O Índice do Dólar dos EUA (US Dollar Index) (medida do valor do dólar contra uma cesta de moedas) não reagiu de imediato após a divulgação. Por último, subia 0,35% no dia, a 100,08. Olhando os dados de janeiro de 2025, a inflação “núcleo” seguia alta em 3,1%, mesmo com o número cheio caindo para 2,8%. Essa resistência acima da meta de 2% é um dos motivos de o Federal Reserve (Fed) (o banco central dos EUA) ter mantido uma postura mais dura (hawkish, ou seja, mais inclinada a manter juros altos para conter a inflação) na maior parte do ano passado. Esse cenário pressionou ativos sensíveis a juros por muito tempo, como títulos de prazo longo, e favoreceu estratégias que apostam em juros altos por mais tempo. A situação mudou desde o início de 2025. Os dados mais recentes, de janeiro de 2026, mostraram que o PCE “núcleo” caiu para 2,3%, uma melhora relevante que levou o Fed a falar mais em possível redução de juros. Isso deixa a meta de 2% mais próxima e muda as expectativas do mercado para os próximos meses.Preparação para cortes de juros
Nas próximas semanas, é provável se preparar para o início de um ciclo de corte de juros. Os futuros de Fed funds (contratos no mercado futuro que mostram a expectativa para a taxa básica do Fed) indicam hoje mais de 70% de chance de o primeiro corte ocorrer na reunião de maio de 2026. Traders podem considerar comprar contratos futuros de juros, como os ligados à SOFR (Secured Overnight Financing Rate, uma taxa de referência de curto prazo baseada em empréstimos garantidos por títulos do governo), para tentar aproveitar a queda esperada dos juros de curto prazo. Essa visão também favorece ações, tornando atrativas opções de compra (call options, contratos que dão o direito de comprar um ativo a um preço definido) em índices amplos como o S&P 500. Com o VIX (índice de volatilidade, usado como “termômetro do medo” do mercado) perto de 14, considerado baixo, os prêmios das opções (o preço pago pela opção) não estão tão altos, o que reduz o custo para se posicionar na alta. A expectativa é que a volatilidade aumente perto da data da decisão do Fed, elevando o valor dessas posições. O Índice do Dólar, que estava perto de 100 no início de 2025, tende a sofrer pressão de queda conforme a expectativa de cortes se fortalece. Isso sugere se posicionar para um dólar mais fraco contra moedas cujo banco central deve manter juros, como o euro. Estratégias com derivativos (instrumentos financeiros cujo valor depende de outro ativo) como comprar opções de compra em EUR/USD ou comprar opções de venda (puts, que dão o direito de vender) em ETFs (fundos negociados em bolsa) que acompanham o dólar podem funcionar. Ainda assim, é preciso acompanhar os próximos dados. O relatório de empregos de fevereiro de 2026 mostrou criação moderada de 165 mil vagas, apoiando a ideia de cortes, mas qualquer surpresa de alta nos próximos números de inflação ou emprego pode desfazer essas expectativas rapidamente. Por isso, usar estratégias com opções para limitar o risco de forma clara é essencial.
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