Riscos de interrupção no Estreito de Ormuz
Disse que a interrupção no Estreito de Ormuz está afetando as exportações de energia, o que pode aumentar o interesse do GCC em pressionar pela reabertura da passagem marítima. Acrescentou que o Irã ameaçou novos ataques de retaliação contra alvos em países vizinhos. O Rabobank disse que, por enquanto, pode ter sido evitada uma escalada maior, mas o Irã ainda tem controle total do Estreito de Ormuz. Disse que, se o Irã conseguir fazer ataques muito precisos (ataques “cirúrgicos”, com alvo bem definido), navegar pela área pode ficar perigoso demais. Disse que o sentimento do mercado mudou quando os preços de energia se recuperaram das mínimas do dia anterior. Acrescentou que operadores de ações ficaram mais cautelosos após uma postagem anterior em rede social. A situação, com o Irã na prática controlando o Estreito de Ormuz, cria um risco sério. Cerca de 21% do consumo global de combustíveis derivados de petróleo passa por esse único ponto, e essa fragilidade voltou a ser refletida nos preços. O petróleo Brent (referência internacional de preço do petróleo) subiu de novo para acima de US$ 95 por barril, apagando o otimismo breve da semana passada.Como se preparar para choques no preço da energia
Esse cenário indica que devemos nos preparar para novos choques de preço no setor de energia. Comprar opções de compra (call, um tipo de contrato que dá o direito de comprar por um preço definido) de curto prazo sobre contratos futuros (acordos para comprar ou vender no futuro por um preço combinado) de petróleo WTI ou Brent é uma forma direta de ganhar se a situação piorar de repente. Essa estratégia permite lucrar com a alta por causa de interrupções de oferta, mantendo o custo inicial e o risco limitados. Devemos lembrar a reação forte do mercado durante o aumento inicial da tensão no fim de 2025. Naquela época, o preço do petróleo subiu quase 15% em um único mês só por causa de manchetes sobre ataques com mísseis, pegando muitos operadores desprevenidos. O impasse atual parece parecido: a falta de grandes notícias não significa que a ameaça tenha diminuído. O indicador de medo do mercado também mostra essa tensão. O índice VIX (medida de volatilidade esperada do mercado; quando está alto, indica mais nervosismo) vem ficando acima de 22, sinal de que quem negocia opções está considerando maior chance de movimentos bruscos. Comprar calls de VIX pode servir como proteção (hedge, uma forma de reduzir perdas) contra um choque geopolítico que se espalhe e cause pânico no mercado de ações. Para posições em ações, vale considerar opções de venda de proteção (put, contrato que dá o direito de vender por um preço definido) no S&P 500 (índice que reúne 500 grandes empresas dos EUA). Setores muito sensíveis ao custo de combustível, como transporte e companhias aéreas, ficam especialmente expostos a uma disparada no preço da energia. Proteger ETFs (fundos negociados em bolsa, que replicam um setor ou índice) desses setores parece uma medida prudente enquanto a passagem pelo Estreito continuar perigosa demais.
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