Bader Al Sarraf, do Standard Chartered, diz que interrupção em Hormuz reduziu exportações do Golfo, deixou a produção paralisada e agravou temores de inflação

by VT Markets
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Apr 13, 2026
O Estreito de Ormuz está, na prática, fechado desde o fim de fevereiro, com a passagem de navios-tanque caindo para quase zero em todas as categorias de carga. Desde então, os mercados físicos de energia (compra e venda do produto “de verdade”, com entrega) reajustaram os preços para cima com força. As exportações de petróleo bruto pelo Golfo caíram cerca de 43% entre fevereiro e março. Isso deixou cerca de 11 milhões de barris por dia (mb/d: milhões de barris por dia) de produção, na prática, fora do mercado.

Implicações para o abastecimento de energia

A interrupção se espalhou além da energia e atingiu os preços de outras matérias-primas (produtos básicos), incluindo alimentos. A relação de movimento entre vários mercados (quando diferentes ativos sobem e caem juntos) indica que o mercado está precificando um choque de inflação (alta generalizada de preços), e não um choque de crescimento (queda forte da atividade econômica). Os dados concretos ainda não mostraram impactos no crescimento. O artigo foi produzido com uma ferramenta de Inteligência Artificial (IA: programa que gera texto com base em padrões de dados) e revisado por um editor. Com o Estreito de Ormuz efetivamente fechado desde o fim de fevereiro de 2026, devemos nos posicionar para preços de energia altos por mais tempo. A queda de cerca de 11 milhões de barris por dia criou um choque de oferta (falta de produto no mercado) que não é de curto prazo. Devemos manter ou aumentar posições compradas em contratos futuros de petróleo (acordo para comprar ou vender no futuro por um preço definido), principalmente nos contratos dos próximos meses, como Brent de junho e julho, e comprar opções de compra (call: direito de comprar por um preço definido) de grandes empresas de energia e ETFs (fundos negociados em bolsa que replicam um índice ou setor). Esse choque de oferta já levou o preço do petróleo a níveis não vistos há mais de uma década, com os contratos futuros de West Texas Intermediate (WTI: referência de preço do petróleo dos EUA) sendo negociados acima de US$ 135 por barril. Como comparação, houve uma alta parecida, porém menor, no verão de 2022, quando os preços passaram de US$ 120 por pouco tempo, o que elevou a inflação global. A situação atual é pior, então esses preços, ou mais altos, tendem a permanecer por um bom tempo. A reação imediata do mercado é de inflação, e devemos operar com isso em mente. Com os dados de março do Índice de Preços ao Consumidor (CPI: indicador de inflação ao consumidor) refletindo o aumento inicial dos custos de energia, esperamos que o Federal Reserve (Fed: banco central dos EUA) descarte cortes de juros neste ano. Por isso, devemos usar derivativos de juros (contratos cujo valor depende da taxa de juros, como swaps e futuros) para apostar em juros altos por mais tempo, já que o Fed será pressionado a combater essa nova onda inflacionária.

Posicionamento para volatilidade macro

O mercado ainda não precificou totalmente a provável desaceleração econômica que costuma vir após uma crise de energia prolongada desse tamanho. Energia cara funciona como um “imposto” para o consumidor (reduz o dinheiro disponível para outras compras) e como um custo importante para empresas, o que tende a desacelerar a atividade. Isso cria uma chance de montar posições que ganham com uma queda antes de o mercado reagir. Para nos preparar para essa desaceleração, devemos começar a comprar opções de venda (put: direito de vender por um preço definido) com prazo médio em índices amplos como o S&P 500 e o Nasdaq 100. Setores cíclicos (que dependem mais do ciclo econômico), como consumo discricionário e indústria, tendem a ser mais frágeis, então puts nos ETFs desses setores podem ser uma tática. Essas posições funcionam como proteção (hedge: operação para reduzir perdas) contra as operações focadas em inflação e podem dar lucro quando os dados econômicos começarem a piorar nos próximos meses. A incerteza também sugere aumento relevante da volatilidade do mercado (volatilidade: intensidade das oscilações de preço). O VIX (índice que mede a volatilidade esperada do S&P 500) hoje perto de 20 parece baixo, dado o risco geopolítico e os efeitos do fechamento do estreito. Devemos comprar opções de compra de VIX como uma forma direta e barata de apostar em mais medo e incerteza no mercado. Por fim, não podemos ignorar o efeito da energia sobre os alimentos. Combustível e fertilizantes mais caros já afetam o setor agrícola, algo que vimos no começo de 2022 após o conflito na Ucrânia. Devemos buscar posições compradas em futuros de commodities agrícolas (como milho e trigo) para aproveitar a provável alta da inflação de alimentos.

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